O Estado de São Paulo contabiliza 23 casos confirmados de sarampo, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). A maior parte dos registros está concentrada na capital, que soma 20 casos. Outros dois foram identificados em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
De acordo com as autoridades de saúde, dois dos casos foram classificados como importados. Os demais estão relacionados a essas infecções, formando cadeias de transmissão.
Entre as pessoas diagnosticadas, 16 não tinham histórico de vacinação ou apresentavam o esquema vacinal incompleto. Os casos envolvem diferentes faixas etárias, incluindo bebês com até dois anos e adultos entre 20 e 50 anos.
A situação chamou a atenção das autoridades após a confirmação de sete novos casos na capital em menos de uma semana. Com isso, o número de registros passou de 16 para 23.
Até o balanço divulgado em 8 de agosto, São Paulo tinha ainda 207 casos em investigação, enquanto outros 203 haviam sido descartados. Não havia registro de mortes provocadas pela doença.
Vacinação é ampliada
Diante da circulação do vírus e da formação de cadeias de transmissão, a vacinação contra o sarampo foi ampliada temporariamente para pessoas de 6 meses a 59 anos que residem nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, desde que não exista contraindicação.
A medida faz parte de uma estratégia de intensificação da imunização e é diferente do calendário de rotina, no qual a indicação das doses considera a idade e o histórico vacinal de cada pessoa.
Para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, está indicada a chamada dose zero, utilizada como proteção adicional diante do risco de exposição. Essa aplicação, no entanto, não substitui as doses previstas no calendário regular, que permanecem indicadas aos 12 e aos 15 meses.
Nos demais municípios paulistas, a orientação é conferir a situação vacinal e atualizar a caderneta de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, além de realizar a busca ativa de pessoas que estejam com doses atrasadas.
Procura pela vacina aumenta
A intensificação da campanha provocou aumento na procura pela vacina na capital paulista. Entre os dias 3 e 7 de agosto, foram aplicadas 292.701 doses da tríplice viral na cidade.
Somente na sexta-feira (7), foram administradas 84.632 doses, o maior número registrado em um único dia desde o início da campanha.
A vacina tríplice viral oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.
A campanha de multivacinação ocorre nos 645 municípios do Estado e está prevista para seguir até 1º de setembro. Na capital, também está programado um Dia D de vacinação em 22 de agosto, quando as Unidades Básicas de Saúde estarão abertas para ampliar o acesso da população.
Postos são instalados em estações do Metrô
Para facilitar o acesso da população à imunização, a Prefeitura de São Paulo, em parceria com o Metrô, também disponibilizou postos temporários de vacinação em cinco estações.
A ação começou na segunda-feira (10) e segue em datas específicas até 28 de agosto. Entre os locais estão as estações Tucuruvi, Corinthians-Itaquera, São Mateus, Vila Prudente e Vila Matilde.
Nesta terça-feira (11), por exemplo, a vacinação ocorre na Estação Tucuruvi, da Linha 1-Azul, das 10h às 16h.
Os horários e datas variam de acordo com cada estação.
Doença é altamente contagiosa
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode ser transmitido por meio de secreções respiratórias eliminadas durante a tosse, espirro, fala ou respiração.
Por isso, a manutenção de uma cobertura vacinal elevada é considerada uma das principais medidas para evitar a disseminação do vírus e interromper cadeias de transmissão.
Segundo a SES-SP, a cobertura vacinal registrada em 2026 está abaixo da meta de 95% considerada necessária para garantir uma proteção adequada da população. Até o momento, 77,5% receberam a primeira dose da tríplice viral e 65,5% receberam a segunda.
Sintomas exigem atenção
Entre os principais sintomas do sarampo estão febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite.
Pessoas que apresentarem esses sinais devem procurar atendimento médico e informar sobre possíveis viagens recentes ou contato com pessoas que possam ter sido infectadas.
Em caso de suspeita, a orientação é evitar contato próximo com outras pessoas, reduzindo o risco de transmissão, enquanto a situação é avaliada pelos profissionais de saúde.
As autoridades reforçam que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para impedir a expansão da doença e proteger principalmente pessoas que ainda não possuem imunização adequada.
ND+/Portal de Beltrão