Embora o “Dia Nacional de Combate à Hanseníase” tenha sido intitulado em 26 de janeiro, o município de Francisco Beltrão, através da Secretaria Municipal de Saúde, tem adotado a estratégia de realizar atividades de conscientização da doença durante todo o mês.
As ações tiveram início com capacitações das agentes comunitárias de saúde que atuam nas unidades de saúde dos bairros Pinheirinho, Cantelmo e Pinheirão, fortalecendo o trabalho de identificação precoce e acompanhamento dos casos. No dia 26 de janeiro foi promovida uma palestra sobre hanseníase para profissionais da área da saúde. A ação aconteceu na unidade de Estratégia da Saúde da Família, do bairro Pinheirinho e foi coordenada pela médica do Serviço de Assistência Especializada (SAE), Ana Carolina e pela Enfermeira Lia Beatriz.
Dia da Mancha
Na terça-feira (27), os profissionais de saúde realizaram avaliação cutânea para identificação de alterações sugestivas de Hanseníase e ações de conscientização junto aos pacientes. A ação intitulada “Dia da Mancha” foi realizada na unidade de saúde do bairro Pinheirinho, e buscou levar informações sobre prevenção, sintomas e tratamento da hanseníase.
A campanha reforça que informar é cuidar, prevenir é proteger e tratar é garantir mais saúde e qualidade de vida para todos. Em caso de dúvidas, a Secretaria de Saúde de Francisco Beltrão orienta que é população procure a unidade de saúde mais próxima.
Sobre a doença
A Hanseníase é uma doença contagiosa, cerca de preconceitos e estigma, mas, que tem controle e tratamento oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A contaminação ocorre pelo Mycobacterium leprae e, por atingir os nervos, uma das primeiras sequelas é a perda de sensibilidade da pele. Em muitos casos também há perda ou comprometimento severo dos movimentos que, em casos mais graves, pode levar à amputação.
Hanseníase no Brasil e no Paraná
O Brasil ainda é responsável por cerca de 90% dos casos novos diagnosticados nas Américas, sendo o segundo país a diagnosticar mais casos no mundo. Em 2019 foram diagnosticados 27.864 casos novos, dos quais 1.545 foram em pessoas com menos de 15 anos. No Estado do Paraná, a taxa de detecção de novos casos de hanseníase é de aproximadamente 5 casos por 100 mil habitantes, o que o classifica como área de média endemicidade. Em 2024, cerca de 54,3% dos casos novos foram diagnosticados já com grau de incapacidade física, evidenciando a necessidade de intensificar as ações de vigilância ativa e detecção precoce.
Ascom