Ângela Bento nasceu na cidade de Paraíso do Noroeste, Norte do Paraná e morou grande parte de sua vida em Maringá. Cidade pela qual tem muito amor e onde atuou como professora da rede municipal de ensino e rede estadual. Ela é professora de educação física com formação pela instituição Faculdades Integradas de Fátima do Sul, e tem formação em Teologia pelo Instituto Quadrangular.
Ângela tem duas filhas Eduarda Bento Costa e Ana Luísa Bento dos Santos, duas netas Emanuella Bento dos Santos e Isabella Bento de Souza e o genro Adair de Souza. As netas nasceram em Beltrão e o genro Adair, também é beltronense.
Em 2008, quando a Penitenciária de Francisco Beltrão foi inaugurada, ela foi aprovada no concurso de Agente Penitenciário Estadual. Veio morar em Beltrão e ficou trabalhando durante seis anos na penitenciária. Em 2014 ela foi chamada para tomar posse no (TRT) Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, onde havia passado para o cargo de Técnica Judiciário. Foi para a cidade de Três Lagoas no MS e permaneceu lá por oito meses, e, então, solicitou remoção para a cidade de Mundo Novo, por ser mais perto do Paraná e facilitar o contato com a família, que continuava morando aqui em Beltrão.
Em 2017, o juiz titular da Vara de Trabalho de Mundo Novo, onde Ângela está lotada até hoje, autorizou o trabalho remoto. “Isso se deveu à confiança e grau de responsabilidade que tinham em mim, pois, à época, o trabalho remoto não era aceito por muitos órgãos e juízes”, conta Angela.
“Dessa forma, voltei para cá com minha filha mais nova que havia me acompanhado, e desde então, usufruo das boas coisas dessa cidade tão acolhedora. Recentemente me desloquei para Maringá e lá permaneci por 10 meses, pois precisava dar um suporte para minha filha que cursa Psicologia na Universidade Estadual de Maringá. Assim que tudo foi normalizado voltei a Beltrão e foi uma sensação de voltar para casa”, enfatiza Ângela.
Hoje, além de servidora do TRT em trabalho remoto, ela é Analista de Perfis Comportamentais e Mentora, atuando no desenvolvimento humano. Ela diz que ama ajudar as pessoas a se desenvolverem, melhorar relacionamentos e seu autoconhecimento. “Acredito muitíssimo que sempre podemos melhorar e, dessa forma, invisto grande parte do meu tempo em aprender e ensinar. Já ministrei palestras para professores de Beltrão e região, bem como, para alunos das escolas Vicente de Carli e Colégio Industrial. Amo prestar serviços à comunidade, dentro desta área, que creio, é onde reside meu propósito”, afirma.
Como foi chegar a Francisco Beltrão
Ela conta que em 2008, quando ela soube que viria para Francisco Beltrão, não conhecia e nem tinha ouvido falar da cidade. Inclusive, confundiu com a cidade de Engenheiro Beltrão, que fica bem próxima à Maringá. No entanto, quando pegou o ônibus para vir para cá procurar uma casa para alugar e providenciar a mudança levou um susto em perceber que a distância era bem maior.
“Eu via o ônibus, descendo, descendo, descendo e me perguntava: Pra onde é que eu estou indo? Ao chegar na rodoviária comecei a busca por uma casa. Fui prontamente apresentada às subidas íngremes e, olha, quase que me venceram (brinca). Não existem morros em Maringá e toda essa geografia me assustou um pouco. Logo descobri também, porque o melhor de Beltrão é sua gente. Encontrei uma casa para alugar e o senhor foi muito receptivo, e não dificultou a locação”, relata Ângela.
Em meados de abril ela e as filhas vieram de mudança para cá. Ela diz que enquanto o caminhão descarregava a mudança foi surpreendida pela vizinha, que ainda não conhecia. “A vizinha se aproximou, enquanto mexia uma colher numa tigela e me disse: - ‘Estou preparando o almoço para vocês. A carne já está assando e eu estou terminando a maionese’ Uau, como assim, que carinho. Era dona Dorilde Berté, que infelizmente hoje é falecida”, lembra emocionada Ângela.
Ao falar da cidade ela gosta de dizer que Francisco Beltrão é um presente que ela recebeu. “Uma grata surpresa que começou com o susto, ao ver as grandes subidas e ao encarar muitas geadas, mas que segue me apresentando oportunidades ímpares para poder servir e, também para aprender. Minha gratidão a Francisco Beltrão, por ter me acolhido e às minhas filhas e, agora, às minhas netas”, fala Ângela.
Ângela diz que ama o slogan “O melhor daqui é a nossa gente”. “Eu até brinquei com o prefeito Cleber e sua esposa Joice dizendo que, dessa forma, eu realmente deveria estar aqui. Vejo na administração atual, na pessoa do prefeito Cleber Fontana, um sincero desejo de que a nossa gente realmente continue a ser o melhor daqui. E isso me estimula a fazer parte de todo esse processo. Faço parte do melhor daqui: Nossa gente!”, finaliza Ângela.
Por July Ioris