O ano de 2026 ainda está no início, mas, para os fãs mais ansiosos, um evento astronômico em especial já está reservado na agenda: em 2 de agosto de 2027, está previsto um eclipse solar total, que deve ser o mais longo do século. A estimativa é que o fenômeno dure até 6 minutos e 22 segundos e, durante esse tempo, provoque um crepúsculo na Terra.
Apesar da duração considerável, a trajetória do eclipse será restrita a 10 países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. A área da totalidade do fenômeno, que ocorre quando a Lua restringe totalmente a luminosidade solar, terá cerca de 258 km de largura, e a sombra lunar percorrerá mais de 15 mil quilômetros.
Outras localidades poderão ver o evento de forma parcial. No caso do Brasil em particular, o fenômeno ocorrerá parcialmente; porém, como a melhor região para ver o eclipse será no Hemisfério Oriental – nós estamos no Hemisfério Ocidental –, quando parte do sombreamento acontecer por aqui, já terá anoitecido, o que impossibilita que brasileiros presenciem o efeito.
Ao passar entre a Terra e o Sol, a Lua bloqueia a luz solar e projeta uma sombra para o nosso planeta. Para o fenômeno ocorrer, todos os três “atores” principais do evento têm de estar perfeitamente alinhados.
O evento não ocorre todo mês devido ao fato de a órbita lunar ser levemente inclinada em relação à Terra, fazendo com que, na maioria das vezes, a sombra não atinja diretamente o Sol, e, sim, passe por baixo ou por cima dele.
Este eclipse solar deve ser o mais longo do século, por conta da posição que a Lua estará na data prevista. Além do alinhamento, a expectativa é que o satélite natural esteja no ponto mais próximo da Terra, também chamado de perigeu. Com a proximidade, a sombra fica maior e o Sol é encoberto por mais tempo.
Estima-se que o recorde de 2027 só deverá ser batido em 2114 – ou seja, somente daqui há 87 anos.
Terá “uma noite no meio do dia”?
Apesar dos relatos na internet afirmarem que o eclipse deixará o planeta totalmente escuro durante sua duração, não se trata de uma informação verídica. O fenômeno só passará em algumas regiões do globo. Além disso, o sombreamento só provocará um efeito de entardecer, como se fosse um fim de tarde, e não um apagão global.
Metrópoles