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PF prende suspeitos de chefiar esquema de comércio clandestino de vinhos argentinos no Brasil e apreende 2,3 mil garrafas

Um homem e uma mulher foram presos em flagrante no Paraná e são suspeitos de liderar o esquema, segundo a Polícia Federal. Outra pessoa foi presa por porte ilegal de arma em Goiás. Ao todo, 25 mandados foram cumpridos em cinco estados e no Distrito Federal.

PF prende suspeitos de chefiar esquema de comércio clandestino de vinhos argentinos no Brasil e apreende 2,3 mil garrafas
Foto: Polícia Federal

A operação da Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal. Além do casal, uma terceira pessoa foi detida em flagrante, em Goiás, por posse ilegal de arma de fogo. Ao todo, foram apreendidas 2.372 garrafas de vinho durante o cumprimento dos mandados.

 Descaminho se trata da importação ou exportação de mercadorias que são legais no país, mas sem o pagamento de impostos e tributos obrigatórios devidos ao Estado. É um crime diferente do contrabando, que acontece quando a mercadoria importada ou exportada é proibida por lei no país.

Segundo o delegado Mateus Calabresi Liutti, da Polícia Federal, o casal foi preso em Curitiba. Os suspeitos são os principais investigados no caso. Os nomes dos alvos da operação não foram divulgados.

“Também foram autorizadas medidas patrimoniais, incluindo o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados, com o objetivo de atingir o patrimônio relacionado à atividade criminosa. O principal objetivo da operação é reunir provas, individualizar as atividades dos envolvidos, interromper essa estrutura de distribuição e comercialização irregular de vinhos estrangeiros”, explicou o delegado Liutti.

A operação da PF mobilizou mais de 100 policiais e os mandados foram cumpridos nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama (PR); Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói (RJ); Goiânia e Rio Verde (GO); Vila Velha e Vitória (ES); Teresina (PI); e Brasília (DF).

A PF afirma que há indícios de que os bens dos suspeitos eram registrados em nome de familiares e terceiros, para ocultar os verdadeiros proprietários e dificultar a fiscalização. Empresas de fachada, documentos fiscais falsos e contas bancárias de terceiros estão sendo investigados pela polícia.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Operação começou após apreensão de 4.200 garrafas de vinho

A operação da Polícia Federal teve início em março de 2025, após a apreensão de 4.200 garrafas de vinho em um depósito localizado em uma cidade da Grande Curitiba. A mercadoria, de origem estrangeira, foi avaliada em R$ 900 mil.

Segundo a PF, a análise do material demonstrou indícios de que a organização criminosa estruturada atuava em diferentes regiões do país.

A polícia aponta que o grupo usava uma estrutura logística complexa para inserir os vinhos argentinos de forma irregular no Brasil, armazenar em depósitos da Região Metropolitana de Curitiba e distribuir para revendedores em vários estados do país.

G1

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