A pena de 20 anos e 24 dias de prisão de Cláudia Fernanda Tavares, condenada pela morte do marido, Valdemir Hoeckler, foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A decisão ocorreu após a análise de recursos apresentados tanto pela defesa quanto pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Cláudia permanece presa em regime fechado. Ela foi condenada pelos crimes de homicídio qualificado por asfixia e por dificultar a defesa da vítima, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
O crime aconteceu em novembro de 2022, em Lacerdópolis, no Meio-Oeste catarinense. Valdemir, que tinha 52 anos e trabalhava como motorista de caminhão, foi encontrado morto dentro de um freezer na residência onde vivia com Cláudia.
Recursos foram negados
A defesa de Cláudia pediu a anulação do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, alegando questões relacionadas à decisão dos jurados. O TJSC, porém, entendeu que a condenação estava de acordo com as provas apresentadas no processo.
O Ministério Público também recorreu e pediu o aumento da pena. Segundo a acusação, a gravidade do crime, a personalidade da ré, as circunstâncias e as consequências deveriam resultar em uma punição maior.
Os dois recursos foram rejeitados e, com isso, a pena estabelecida pelo júri foi mantida.
O julgamento ocorreu em 29 de agosto de 2025, na Câmara de Vereadores de Capinzal. Durante a sessão, o freezer utilizado para esconder o corpo foi levado ao local para auxiliar na demonstração da dinâmica do crime.
Relembre o crime
Segundo a denúncia, Cláudia dopou o marido, amarrou os braços e as pernas dele e o matou por asfixia. Depois, colocou o corpo dentro de um freezer, onde permaneceu por cerca de cinco dias.
Durante o período em que Valdemir era considerado desaparecido, Cláudia chegou a registrar um boletim de ocorrência e prestou depoimento à polícia como testemunha.
As suspeitas contra ela aumentaram depois que os investigadores identificaram ferimentos em seu corpo e passaram a analisar a versão apresentada sobre o desaparecimento.
Cláudia era professora e tinha uma filha com Valdemir. Durante as investigações, relatou que pretendia participar de uma confraternização de fim de ano com colegas de trabalho, mas teria sido impedida pelo marido.
Defesa comemora manutenção da pena
Em manifestação após o julgamento dos recursos, a defesa afirmou ter recebido com serenidade a decisão do TJSC, destacando que o tribunal também rejeitou o recurso apresentado pelo Ministério Público, que buscava aumentar a pena.
A decisão mantém a condenação de 20 anos e 24 dias de prisão para Cláudia Fernanda Tavares.
Fonte: G1
