Entrou em vigor nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida afeta aproximadamente 20% das exportações do Brasil para o mercado norte-americano.
Segundo estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o valor das exportações atingidas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões.
Ao todo, cerca de 2,3 mil produtos foram incluídos na taxação, principalmente dos setores de eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados. Outros 700 produtos ficaram de fora da medida e permaneceram isentos da tarifa.
O mercado dos Estados Unidos é um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente para os setores de eletroeletrônicos e de máquinas e equipamentos.
Entre os estados mais impactados estão São Paulo e Santa Catarina, que concentram 52% do valor das exportações afetadas. Em Santa Catarina, cerca de 68% das exportações destinadas aos Estados Unidos foram atingidas pela nova tarifa.
O governo norte-americano justificou a medida alegando supostas práticas comerciais desleais do Brasil em temas como pagamentos eletrônicos, regulação de redes sociais, desmatamento, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual e acordos comerciais.
O governo brasileiro contesta as justificativas e afirma que a decisão possui motivação política. Como resposta, anunciou a retomada de programas de apoio aos setores afetados, com oferta de linhas de crédito para capital de giro, investimentos e incentivo à abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.
A Apex-Brasil também informou que deve lançar, em agosto, um plano de R$ 130 milhões voltado à diversificação das exportações, ampliando a presença dos produtos brasileiros em mercados como União Europeia, Sudeste Asiático e Ásia Central.
Agência Brasil