Madonna lançou nesta sexta-feira (3) o álbum Confessions II, trabalho que marca um novo capítulo em sua trajetória na música pop e já vem sendo apontado como um dos melhores discos da artista nas últimas décadas. Com produção de Stuart Price, o mesmo nome por trás de Confessions on a Dance Floor (2005), o novo projeto aposta em uma sequência contínua de faixas dançantes, sem deixar de lado a sofisticação e a identidade que consolidaram a cantora como um dos maiores nomes da música mundial.
Apresentado como uma espécie de continuação do disco de 2005, Confessions II revisita a essência da pista de dança, mas sem depender apenas da nostalgia. Ao longo do álbum, Madonna faz referências a diferentes fases da própria carreira, misturando influências da disco music, house dos anos 80, trip-hop e produções mais sensuais, em um trabalho que une apelo popular e liberdade artística.
Entre os destaques estão músicas como I Feel So Free, Good For The Soul e Danceteria, que remetem ao universo das discotecas e às origens da cantora em Nova York. Já na segunda metade do disco, o tom fica mais íntimo e reflexivo, com canções que abordam temas como família, perda e passagem do tempo. A faixa The Test, por exemplo, dialoga com a filha Lola Leon e traz ecos do período de Ray of Light.
Apesar de algumas músicas menos impactantes, como Read My Lips, parceria com o colombiano Feid, a avaliação geral é positiva. Na crítica publicada pelo g1, o álbum recebeu nota 9 de 10 e foi definido como sofisticado, irresistível e uma prova de que Madonna segue relevante, inventiva e capaz de transformar a música pop em espaço de experimentação e emoção.
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