A Polícia Militar apreendeu em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no começo da noite desta quarta-feira (22), um adolescente suspeito de provocar o incêndio que atingiu o Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG). Ele é estudante da instituição.
De acordo com os militares, o adolescente contou que jogou um cigarro ainda aceso sobre um material plástico e se afastou do local, quando as chamas se espalharam.
Ainda de acordo com a PM, a ocorrência está em andamento.
Esta reportagem está em atualização.
Instituto estava em processo de regularização
O Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) estava em processo de regularização para a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
O documento garante que a edificação cumpre os requisitos normativos relacionados à legislação de segurança e está preparada para possíveis riscos de incêndio e pânico, com equipamentos em condições de uso.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o IEMG tem projeto aprovado e estavam sendo feitos ajustes, o que não impede o funcionamento do local.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), os projetos para reforma e a restauração completa do prédio estão em fase de orçamento.
"As obras irão iniciar ainda neste primeiro semestre, assim como a implantação do projeto do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), o qual inclui a instalação de um sistema de alarme para incêndio. Informamos ainda que o IEMG possui equipamentos de segurança necessários, como hidrantes e extintor de incêndio, que foram usados no combate às chamas nesta ocorrência", afirmou a pasta.
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Chamas são vistas no IEMG, escola tradicional da Região Centro-Sul de BH — Foto: Redes Sociais/ Reprodução
O incêndio
O incêndio começou em uma sala de aula em de acordo com o Corpo de Bombeiros, ficou confinado em dois ambientes. As chamas foram controladas e, por volta das 13h15, os militares trabalhavam no rescaldo. Ainda não há confirmação do que causou o fogo.
A escola foi evacuada. Os bombeiros atenderam 14 pessoas que inalaram fumaça, mas, segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), ao todo, 40 pessoas foram atendidas no Hospital João XXIII. Não há registro de casos graves.
Em nota, a SEE-MG afirmou que "a perícia para identificar as causas do incêndio será realizada pela Polícia Civil e os danos estruturais ainda serão mensurados". As aulas foram suspensas até a "garantia do retorno de funcionários e alunos com segurança".
A escola existe desde 1906 e é uma das mais tradicionais de Belo Horizonte.
G1