A rede de universidades estaduais do Paraná mantém um modelo pioneiro de atendimento odontológico voltado à primeira infância, com foco na prevenção de doenças bucais e na redução da incidência de cáries. As iniciativas desenvolvidas pelas instituições de ensino também contribuem para evitar procedimentos invasivos e internações, fortalecendo a atenção preventiva à saúde infantil.
O destaque é a Bebê Clínica da Universidade Estadual de Londrina (UEL), considerada a primeira clínica especializada para bebês do Brasil. A atuação da unidade inspirou um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para instituir o Dia Estadual da Saúde Bucal do Bebê, a ser celebrado anualmente em 12 de março.
A clínica oferece pronto atendimento, consultas especializadas e acompanhamento contínuo de crianças desde os primeiros meses de vida até os cinco anos de idade. Ao longo de sua trajetória, cerca de 4,5 mil pacientes foram beneficiados por mais de 42 mil procedimentos realizados dentro do programa de prevenção e acompanhamento.
Além da assistência à comunidade, a UEL também desenvolve pesquisas inovadoras. Um dos projetos utiliza alinhadores transparentes para o tratamento ortodôntico de crianças e adolescentes com deficiência cognitiva, ampliando o acesso a terapias modernas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), um projeto realizado em parceria com o Banco de Leite do Hospital Universitário atua no diagnóstico e tratamento de alterações no freio lingual de recém-nascidos, identificadas por meio do chamado “teste da linguinha”. O procedimento é importante para evitar dificuldades na amamentação e problemas relacionados ao desenvolvimento infantil.
Pesquisadores da UEM também estudam os impactos do freio lingual encurtado nas funções de respiração, deglutição e crescimento facial. Os estudos buscam compreender os efeitos da condição ao longo dos anos e auxiliar na definição de tratamentos mais eficazes.
Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), os atendimentos são voltados à odontologia minimamente invasiva para crianças e adolescentes. Pesquisas desenvolvidas pela instituição investigam falhas na formação do esmalte dentário e sua relação com o surgimento de cáries, hipersensibilidade e fraturas dentárias.
Já a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) oferece atendimento odontológico integral para crianças de até 12 anos, com ações preventivas e tratamentos especializados. Somente neste ano, a clínica universitária já realizou mais de 130 atendimentos.
Na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de União da Vitória, cerca de 300 pacientes são atendidos mensalmente na clínica de odontopediatria, enquanto a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, desenvolve um projeto que leva atendimento odontológico diretamente às escolas, utilizando técnicas menos invasivas e mais acolhedoras para as crianças.
As iniciativas reforçam o papel das universidades estaduais na promoção da saúde pública, combinando ensino, pesquisa e extensão para ampliar o acesso da população a tratamentos odontológicos especializados e contribuir para a prevenção de doenças desde os primeiros anos de vida.
Portal de Beltrão, com Ascom