Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil poderão subir a partir do dia 1º de abril. O reajuste anual foi definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que estabeleceu aumentos que variam entre 1,9% e 4,6%, dependendo do tipo de remédio.
A atualização segue uma regra prevista em lei e leva em conta a inflação oficial do país, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O que muda na prática
Na prática, isso não significa que todos os medicamentos vão subir automaticamente nesse percentual.
Os índices divulgados funcionam como um teto máximo de aumento. Ou seja, cada laboratório decide se vai aplicar o reajuste e as farmácias ainda podem oferecer descontos.
Por isso, o mesmo remédio pode ter preços diferentes dependendo de onde é comprado.
Quanto os preços podem subir
Segundo os parâmetros definidos pela CMED, os reajustes seguem três níveis:
- Até 4,6% → medicamentos com alta concorrência (como genéricos)
- Cerca de 3,25% → concorrência intermediária
- Até 1,9% → baixa concorrência (remédios mais exclusivos)
O cálculo considera o IPCA acumulado, que ficou em 3,81% nos últimos 12 meses, além de fatores técnicos que reduzem o impacto final.
Por que alguns sobem mais que outros?
A lógica é simples: quanto mais opções existem no mercado, maior a flexibilidade de preço. Então, remédios com muitos genéricos podem subir mais e medicamentos sem concorrência têm aumento mais limitado. Isso é uma forma de tentar equilibrar o mercado e evitar abusos.
Nem todos os remédios entram na regra
Alguns produtos ficam fora desse reajuste, como:
- Medicamentos homeopáticos
- Parte dos fitoterápicos
- Alguns remédios sem prescrição
O impacto no bolso
Segundo o setor, o reajuste médio deve ficar em torno de 2,2%, abaixo da inflação.
Mesmo assim, o aumento pode pesar para quem usa medicamentos contínuos. Por isso, a orientação é: pesquisar preços entre farmácias, verificar opções genéricas e aproveitar programas de desconto.