Mais de quatro meses após o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, moradores seguem relatando dificuldades na reconstrução e cobram soluções mais rápidas para as famílias afetadas.
Entre os casos, o do morador Ademar Borba chama atenção. Ele perdeu uma casa de 120 m², construída ao longo de 30 anos, e afirma que optou por abrir mão do auxílio de R$ 50 mil para receber uma moradia pronta.
A residência entregue, no entanto, possui cerca de 36 m² e, segundo relatos, foi construída com material considerado frágil pelos moradores, o que tem gerado questionamentos quanto à durabilidade e resistência, principalmente em condições climáticas mais severas.
"Isso não é moradia, é humilhação", desabafa Ademar.
Segundo ele, além do tamanho reduzido, o imóvel apresenta limitações de espaço para móveis básicos e preocupação em relação ao comportamento da estrutura em dias de chuva e vento. O morador também relata dificuldades relacionadas ao uso do terreno, o que, segundo ele, pode comprometer futuras adaptações ou ampliações.
Sem poder realizar modificações na casa pelos próximos dois anos, Ademar afirma que atualmente está morando com familiares e busca uma solução que permita reconstruir sua residência.
O caso reflete a insatisfação de parte dos moradores atingidos, que aguardam alternativas para recomeçar após os danos causados pelo temporal.
Luís Lomba/Vigília Comunicação