Na última quinta-feira (25/07), moradores de uma comunidade no interior de Francisco Beltrão, que foram afetados pelas enchentes do dia 18 de agosto, levaram à Prefeitura Municipal, uma carta aberta de reivindicações, a qual requer medidas administrativas necessárias e urgentes.
“Viemos aqui na Prefeitura, para uma reunião com o secretário de obras de Francisco Beltrão. A gente tá reivindicando um conserto da ponte recém-feita. Ela veio para solucionar um problema e ocasionou outros vários, que é o alagamento da ponte para cima”, afirmou o morador Elói Redivo.
“Então, a gente veio ter uma conversa, para tentar resolver essa situação. A ponte obstrui o rio. Ela ficou muito estreita, porque o rio tem de 25 a 30 m e a ponte tem de 14 a 15 m. Ficou alta, ficou um padrão legal, porém ela é estreita. Então, quando chove, o rio não consegue suportar a vazão por aquela cubagem da ponte. Isso obriga a prefeitura a erguer murundus do lado da ponte, ocasionando alagamentos para cima da ponte”, completou.
Além disso, os moradores da antiga linha Nova Petrópolis e da parte final da linha Santa Bárbara, apresentaram o início do processo de oficialização da comunidade Vale Verde, perante o poder público. Conforme o documento, a necessidade da fundação do Vale Verde, se deve ao entorno do município de Francisco Beltrão se tornar mais complexo e é baseada no princípio da autodeterminação dos povos.
Os moradores da nova comunidade foram recebidos pelo Secretário Municipal de Viação e Obras, Cláudio Borges. Todavia, a imprensa não foi autorizada a participar da reunião, assim como quando foi procurado sobre o tema, o secretário não se pronunciou. Mas segundo os moradores, a reunião rendeu resultados positivos
Para Elói Redivo, o secretário “nos deu a solução do problema, na próxima semana, dentro de 10 a 15 dias, ele irá no local, para resolver a questão sobre a ponte do rio Marrecas com ligamento a Nova Petrópolis. Eles vão fazer o rebaixamento da ponte, vão finalizar a obra. Vão tirar as pedras, vão rebaixar. E nos cálculos junto com engenheiro, vão finalizar a obra. E vai ficar bom para todos os moradores de lá” finalizou.
Veja mais na reportagem:
Confira a carta na íntegra:
CARTA ABERTA DOS MORADORES DA COMUNIDADE VALE VERDE À PREFEITURA DE FRANCISCO BELTRÃO
Os moradores da comunidade Vale Verde, vem, muito respeitosamente, através desta carta aberta, apresentar-se à administração municipal e requerer algumas medidas administrativas que se mostram necessárias e urgentes.
Em primeiro lugar é necessário explicar por que estamos fundando uma nova comunidade. Todos sabem que Francisco Beltrão é uma cidade pujante e que cresce a todo momento, até mesmo em períodos de crise no resto do país. Enquanto o núcleo urbano se adensa, seu entorno se torna mais complexo. É nesse contexto que moradores da antiga linha Nova Petrópolis (nome hoje dado ao bairro que fica no início da mesma linha) e moradores da parte final da linha Santa Bárbara (que hoje fazem uso da antiga linha Nova Petrópolis para ir de suas casas até a cidade) se unem de forma ordeira, pacífica e legítima, com base no princípio da autodeterminação dos povos, para dar início ao processo de oficialização da comunidade perante o poder público.
Apesar da alegria em nos apresentarmos à comunidade e à administração beltronense, fazemos isso, nesse momento, devido a uma necessidade urgente. Infelizmente a obra da construção da nova ponte sobre o rio Marrecas que foi uma conquista que obtivemos através do empenho e atenção que nos foi dada pelo prefeito Cleber Fontana, e que veio para nos ajudar a acabar com o isolamento da comunidade em dias de muita chuva, acabou (por algum motivo a ser analisado por pessoal técnico) represando o fluxo do rio, causando um alagamento que a comunidade não via há muitos anos. Por isso da urgência em informar e abrir diálogo com o poder público municipal. Para que sejam feitas as devidas adequações da obra ao tamanho do rio Marrecas. Já que sua calha tem tamanho médio de 25 à 30 metros, enquanto a ponte tem vão livre de 14 metros.
Sabemos que existem restrições orçamentárias e trâmites legais para serem seguidos para que se aprove uma obra no tamanho adequado, no entanto urge que se tome uma medida para que o represamento não volte a ocorrer.
Aproveitamos o contato para pedir, respeitosamente, que os funcionários da prefeitura, tanto os concursados como os em cargo de livre nomeação e exoneração, sejam melhor orientados quanto ao trato com os moradores. Aqui somos todos trabalhadores urbanos e rurais, empresários, profissionais liberais, estudantes, donas de casa, Mães e Pais de família e não admitimos que funcionários pagos com nossos impostos venham na nossa comunidade desrespeitar nossos moradores.
Em resumo:
- Requeremos uma medida urgente para que não ocorra novos alagamentos pelo
represamento no curto prazo
- Requeremos que seja iniciado o processo de estudo para a adequação da ponte ao tamanho real da calha do Rio
- Exigimos respeito e trato adequado dos funcionários da prefeitura aos moradores da nossa comunidade
- Requeremos audiência com o prefeito a fim de apresentar esta carta e explicar com maiores detalhes nossa situação e demanda
Desde já, gratos.
Assinam esta carta:
- Silvano Augustin
- Valdir Luís Drai
- Daniel Vitor Rambo
- Dorvile de cezaro
- Ane Cristina Serpa
- Rodrigo Ribeiro
- Adriana Gaonska
- Aline Klagenberg
- Nanci Fernanda Rambo
- Rozane Malacarne
- Ademir Júlio petkowicz
- Jorge pagnan
- Vanderlei Begnini
- Cristiane petkowicz
- Elizete Borges
- Jorgiane Pagnan
- Reni Rambo
- Mariá Oligini Drai
- Emir Ferronato
- Jean Ricardo de Melo
- Rafael de cezaro
- Jean Maicon de Souza Machado
- Bruna Andressa Silva da Cruz
- Luis Filipe V Martins
- Maria Regina Basius
- Adimir Pastre
- Eloi Redivo
- Diego Constantini
- Osny Grade
- Nilo Augustin
- Sérgio Inácio Petry
- Aline Cristina da Silva
- Silvanira Schauss Augustin
- Ari Machado
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