O custo de produção das lavouras aumentou muito nos últimos anos e o fertilizante é um dos itens que mais ficou caro. De acordo com a Embrapa, há 3 anos os fertilizantes respondiam em 25% do custo total da lavoura. Hoje respondem por 40%.
Para tentar reduzir o gasto com fertilizantes, produtores de Santa Maria apostam numa alternativa simples e barata, que tem sido incentivada pela EMATER. É o pó de brita.
Conforme o extensionista rural Ricardo Lopes Machado, o produto faz um rejuvenescimento das pastagens e do solo. Isso reduz o trabalho que a natureza teria, dissolvendo a rocha mãe e transformando em minerais para o solo. O pó é composto por potássio, silício, cálcio e magnésio, um conjunto de nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas.
O assunto já tinha sido alvo de uma pesquisa, coordenada pelo professor Jorge de Castro Kiehl, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Esta demonstrou que o resíduo em forma de pó da britagem de basalto, encontrado em centenas de pedreiras, tem alta capacidade de fertilizar o solo.
Há seis meses, as pastagens da propriedade de Vicente Victório Schüster, no distrito de Boca do Monte, área rural de Santa Maria, passaram a contar com o novo fertilizante. Segundo o produtor, além de reduzir o uso de químicos, o produto apresenta um bom custo benefício.
"Um saco de adubo está custando R$ 200 e poucos reais e uma tonelada de pó de pedra a R$96. Então saiu uma grande diferença. E o resultado praticamente é o mesmo. As áreas que têm recebido o pó, estão com aspecto mais verde e maior. A princípio, o carro chefe será o pó de pedra, pois está dando muito certo”, afirmou o agricultor.
Portal de Beltrão via RBS TV