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Por conta das condições climáticas e do aumento no preço de insumos, valor do tomate se eleva no Paraná

Em janeiro, o tomate custava R$ 6,18 no Paraná, passou para R$ 6,32 em fevereiro, em março, chegou a R$ 9,35; e, em abril, ficou 15% ainda mais caro, custando em média R$ 10,71.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral/PR), a caixa do tomate de 20 kg chegou a ser comercializada a R$ 160 em abril, 70% acima do valor normal.

Em janeiro, o tomate custava R$ 6,18 no Paraná, passou para R$ 6,32 em fevereiro, em março, chegou a R$ 9,35; e, em abril, ficou 15% ainda mais caro, custando em média R$ 10,71.

"Nos meses de janeiro e fevereiro, o Paraná sofreu com a estiagem, falta de chuva, e os principais estados produtores, como Minas Gerais, Goiás e São Paulo, sofreram com o excesso de chuva, e isso prejudicou a oferta do produto em nosso estado", diz Rogério Nogueira, engenheiro agrônomo no Deral.

Problemas na produção

A safra de tomates deste ano em Reserva, nos Campos Gerais, não foi do jeito que os produtores esperavam: a fruta graúda e saudável está fazendo falta nas plantações do campo da maior produtora do Paraná.

"A safra esse ano foi complicada. Tivemos muito problema com doenças de solo e a questão do custo também. O custo do defensivo até que foi razoável, mas os fertilizantes tiveram aumento de 300% sobre o custo da produção", diz o produtor de tomate Eleandro Marcos Santos.

A família de Santos está no ramo há mais de 30 anos. Por safra, eles plantam cerca de 60 mil pés em Reserva. Mas a cultura, que por décadas trouxe o sustento da família, desta vez, quase foi sinônimo de prejuízo.

Nesta segunda safra, colhida entre abril e maio, praticamente 30% da produção não vingou.

Santos conta que, no início da pandemia, a situação da produção seguiu relativamente tranquila, mas ficou mais cara com o passar do tempo e piorou bastante com a guerra na Ucrânia.

"Quando começou a guerra, o potássio, que a maioria vem da Rússia, triplicou de valor. Então, isso tornou bem mais cara a produção em si", afirma o produtor.

O principal motivo desta quebra nesta safra de tomates em Reserva a ver com a chamada "doença do solo", que ataca as raízes da planta e deixa o caule oco, fazendo com que ela não frutifique e que os poucos frutos não vinguem, como explica o engenheiro agrônomo Sérgio Fumio Ouchi.

"Logo na fase da frutificação, as plantas começam a murchar e praticamente impede a formação de frutos, ou dá poucos frutos e pequenos, o que impossibilita a comercialização", afirma Ouchi.

Previsão

Reserva abastece o Paraná com cerca de 29 mil toneladas de tomates todos os anos, mas o fruto também vem de outros estados.

Com a expectativa de colheitas mais fartas nos próximos meses, a previsão é de que os preços melhorem em breve.

De acordo com Nogueira, o preço do tomate comercializado no Ceasa caiu 40% em maio e a caixa de 20 kg, que em abril era comercializada por R$ 160, em maio está sendo comercializada a R$ 90.

“Essa queda se deve à maior oferta de produtos, porque já iniciamos a colheita no Paraná e os grandes produtores, Goiás e Minas, por exemplo, já estão nos fornecendo mais produtos aqui no estado”, explica Nogueira.

Via g1 Paraná RPC

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