Nos últimos meses o produtor rural da região não tem muito o que comemorar no campo, a estiagem prolongada já havia deixado sua marca negativa e quando a plantação dava sinais de galpão cheio, um inseto minúsculo, deu conta de estragar os planos dos produtores de milho - a cigarrinha.
Essa é também a realidade do Márcio Santin, agricultor familiar do interior de São Miguel do Oeste que planta milho para venda na merenda escolar, feira municipal e também para o gasto, os insetos atacaram e a única coisa que pode fazer agora é tentar aproveitar o produto para a confecção de silagem.
Mas o que exatamente a cigarrinha faz com o milho?
Esses insetos provocam danos nas plantas de milho pela sucção de seiva, injeção de toxinas e transmissão de doenças, principalmente aqueles relacionados aos enfezamentos.
A cigarrinha se torna transmissora dessas doenças após se alimentar em uma planta infectada. Para isso, o inseto necessita alguns segundos ou horas de sucção para adquirir e posteriormente transmitir os fitopatógenos a outras plantas de milho.
Os adultos da cigarrinha podem se alimentar de outras plantas da família do milho, mas só se reproduzem em cartuchos de plantas de milho.
Na entressafra, as cigarrinhas sobrevivem e se multiplicam em tigueras de milho ou outras lavouras de milho para as quais os adultos se dispersam pelo voo.
Para controlar a incidência da praga, extensionistas tem recomendado maior adubação de inverno com aumento de matéria verde e seca no solo para que a terra conte com mais nutrientes benéficos no solo para uma diminuição no prejuízo, aliado com o controle de insetos na propriedade.
Portal São Miguel