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Distribuição de medicamentos contra câncer no SUS pode melhorar

As criticas que chegaram até a câmara dos deputados é com relação a burocracia

comissão especial da Câmara destinada a acompanhar as ações de combate ao câncer no Brasil realizou audiência pública (12) para saber de médicos, da indústria e do Ministério da Sáude como está a compra, distribuição e gestão dos medicamentos para a doença.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, Paulo Hoff, é preciso usar as ferramentas disponíveis para que os desperdícios não convivam com a falta de medicamentos, como acontece atualmente. Segundo ele, uma compra centralizada e bem planejada de medicamentos faria com que as novas tecnologias estivessem disponíveis para toda a população.

“O poder de compra, o poder de negociação do governo federal poderia ser utilizado para fazer uma negociação de um custo menor dessas terapias de alto custo e o governo poderia disponibilizar créditos desses produtos para as unidades federadas para que isso pudesse chegar aos pacientes então”.

A representante do Instituto Lado a Lado pela Vida, Denise Blaques, criticou a burocracia que impede o acesso dos pacientes aos medicamentos.

“Os hospitais hoje, por exemplo, não podem comprar medicamentos para futuros pacientes mesmo sabendo que tem 200 pacientes cadastrados de um tipo de câncer e que a cada mês ele vai atender 20, 30 novos casos desse mesmo câncer os hospitais têm que esperar a próxima compra para incluir esses novos pacientes na lista e só então comprar o tratamento. E o pior não há data prevista para essa próxima compra”.

Denise Blaques lembrou que anualmente 600 mil brasileiros desenvolvem câncer, e os tratamentos muitas vezes não são eficientes porque demoram a começar.

A representante do Ministério da Saúde, Clariça Soares, lembrou que já existe dentro do ministério a divisão de medicamentos comprados pelo governo federal e pelas secretarias estaduais, mas com a pandemia a compra e distribuição de medicamentos foi prejudicada.

“Então a gente tem trabalhado para que a falta, a interrupção do tratamento para o paciente, ela não ocorra, mas por vezes alguma situação, por exemplo a gente teve o impacto muito grande da pandemia que gerou uma escassez dos insumos farmacêuticos ativos, uma dificuldade na logística porque as fronteiras foram fechadas e até pouco tempo atrás muitos medicamentos que são importados tinham que ser trazidos de navio o que deixava a logística ainda mais demorada, o preço dos medicamentos sofreu um impacto muito significativo. Então tem algumas situações que ocorrem aí nesse processo que acabam impactando o tratamento desse paciente”.

A deputada Silvia Cristina (PL-RO), que pediu a realização da audiência, destacou que o papel da comissão é justamente apontar soluções para que novas tecnologias de tratamento do câncer estejam disponíveis para os pacientes do SUS dentro do prazo adequado.

“A gestão do serviço público precisa existir porque existe um protocolo de tratamento de uma doença que é tão traumática na vida de tantas pessoas que nós não temos mais espaço e nem tempo de ainda receber reclamações de que estão faltando medicamentos”.

Já o vice-presidente da Interfarma, Eduardo Calderari, ressaltou que as terapias têm hora certa para serem utilizadas, e por isso é preciso garantir aos pacientes um diagnóstico precoce.

As informações são da Rádio Câmara

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