Um encontro denominado de “Ato pela vida das mulheres”, foi realizado as 10 horas da manhã deste sábado, no calçadão central de Francisco Beltrão.
A concentração foi ao lado do monumento da cuia e cartazes com manifestos sobre a medida protetiva e repúdio ao feminicídio, foram instalados pelas participantes. Na última quinta-feira (31/03), o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, também promoveu um ato as 20 horas no calçadão.
Os atos surgiram após a morte da servidora municipal Miriam Bonissoni Cella, que acabou morta pelo marido no estacionamento de um supermercado em Francisco Beltrão, conforme o que apontam as investigações. O caso ganhou repercussão e desencadeou os atos em praças públicas e nas redes sociais.
No encontro realizado nesta manhã de sábado (02/04), uma música foi entoada em memória de Miriam e após isso, os presentes puderam apresentar opiniões e ideias sobre como combater o feminicídio nos dias atuais. Posteriormente, familiares da vítima subiram ao palco e prestaram depoimentos.
Conforme a organização, a medida protetiva deveria ser reavaliada, pois nesse caso em específico, não foi o suficiente para evitar que o mal acontecesse. Ainda nesta semana em entrevista ao Portal de Beltrão, a delegada Emanuelle Baggio, disse que desde 2019 Beltrão não registrava feminicídios consumados e que de lá para cá ante o ocorrido desta semana, a delegacia já havia expedido 1500 medidas protetivas de urgência que foram deferidas pelo poder judiciário.




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