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Valor da cesta básica aumenta em Francisco Beltrão e reduz em Pato Branco e Dois Vizinhos

A cesta básica de alimentação com maior valor, no âmbito das localidades pesquisadas pelo GPEAD, foi a de Francisco Beltrão, R$ 564,97, seguida por Dois Vizinhos, R$ 532,80 e Pato Branco, R$ 518,30

O custo médio da cesta básica de alimentos em fevereiro aumentou em todas as capitais alvo da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). As altas mais significativas ocorreram em Porto Alegre (3,40%), Campo Grande (2,78%), Goiânia (2,59%) e Curitiba (2,57%)

No Sudoeste do Paraná, a pesquisa do custo da cesta básica de alimentação é desenvolvida pelo GPEAD (Grupo de pesquisa em Economia, Agricultura e Desenvolvimento, afeto ao curso de Ciências Econômicas da Unioeste, campus de Francisco Beltrão) e instituições parceiras. Em fevereiro, o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em Francisco Beltrão (6,12%). Em sentido contrário, houve redução de valor em Dois Vizinhos de (-1,98%) e Pato Branco (-0,5%). Em valores monetários, a alta em relação ao mês anterior foi de R$ 32,60 em Francisco Beltrão e redução de R$ 10,79 em Dois Vizinhos e de R$ 2,62 em Pato Branco.

A cesta básica de alimentação com maior valor, no âmbito das localidades pesquisadas pelo GPEAD, foi a de Francisco Beltrão, R$ 564,97, seguida por Dois Vizinhos, R$ 532,80 e Pato Branco, R$ 518,30. A tabela 01 apresenta esses valores, juntamente com as informações relativas ao valor médio gasto com cada produto que compõe a cesta básica de alimentação, além da variação percentual dos preços comparativamente ao mês de janeiro de 2022.

Tabela 01- Custo da cesta básica (individual) – Dois Vizinhos, Francisco Beltrão, Pato Branco e Realeza – fevereiro de 2022

Produtos

 

Dois Vizinhos

Francisco Beltrão

Pato Branco

01/2022

02/2022

Jan/fev

01/2022

02/2022

Jan/fev

01/2022

02/2022

Jan/fev

Preço

R$

Preço

R$

Variação
%

Preço

R$

Preço

R$

Variação %

Preço

R$

Preço

R$

Variação %

Alimentação

543,59

532,80

-1,98

532,37

564,97

6,12

520,91

518,30

-0,50

Arroz

12,43

10,93

-12,04

10,95

11,22

2,44

13,20

13,03

-1,24

Feijão

32,44

33,08

1,97

30,34

31,31

3,19

30,91

30,93

0,08

Açúcar

10,87

10,79

-0,66

10,60

11,07

4,44

11,24

11,55

2,75

Café

19,01

19,67

3,51

18,49

18,30

-1,04

18,81

18,90

0,45

Trigo

4,71

5,15

9,39

4,73

4,90

3,71

4,90

5,56

13,41

Batata

22,01

22,30

1,32

15,88

17,57

10,65

20,50

17,43

-14,97

Banana

27,34

20,95

-23,37

26,84

26,34

-1,84

22,10

20,39

-7,74

Tomate

46,65

44,93

-3,70

38,52

51,24

33,04

38,41

37,80

-1,58

Margarina

11,02

10,78

-2,18

10,53

10,86

3,11

11,28

11,91

5,58

Pão

50,36

50,36

0,00

45,29

48,07

6,13

43,67

42,45

-2,80

Óleo Soja

8,69

8,88

2,13

8,42

8,35

-0,90

8,34

8,43

1,07

Leite

28,32

29,54

4,30

26,89

29,78

10,75

27,05

28,75

6,29

Carne

269,75

265,45

-1,60

284,89

295,95

3,88

270,51

271,17

0,24

Fonte: Base de Dados Equipe Pesquisadora (Grupo de Pesquisa Economia, Agricultura e Desenvolvimento – GPEAD/UNIOESTE e Colaboradores).

CUSTO DA CESTA BÁSICA, HORAS NECESSÁRIAS PARA SUA AQUISIÇÃO E SALÁRIO MÍNIMO NECESSÁRIO

O cálculo do valor gasto com a alimentação básica para uma família de tamanho médio (02 adultos e duas crianças – considerando que 02 crianças correspondem a 01 adulto) exige a multiplicação do valor monetário da cesta básica individual por 03. A tabela 02 evidencia os valores da cesta básica de alimentação familiar, as diferenças de tal valor com relação ao salário mínimo bruto (R$ 1.212,00) e líquido (R$ 1.121,10) e ainda, o salário mínimo necessário referente ao mês de fevereiro, para as localidades pesquisadas.

O salário mínimo necessário, é importante esclarecer, expressa o quanto monetariamente seria preciso para que os trabalhadores residentes nas cidades pesquisadas pelo GPEAD ou pelo Dieese, pudessem satisfazer, em fevereiro, a integralidade das demandas familiares previstas constitucionalmente, quais sejam: “[...] moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social” (Art. 7º. CF/88).

Considerando os dados apurados, é possível observar a partir da tabela 2 que o salário mínimo nacional, tanto o bruto quanto o líquido, mostraram-se, em fevereiro, insuficientes para assegurar a aquisição da cesta básica de alimentação familiar, tanto para as cidades pesquisadas pelo GPEAD quanto para as demais localidades selecionadas. Se observada a determinação legal, para a manutenção de uma família de quatro pessoas, ou seja, se consideradas as necessidades básicas para além da alimentação, o salário mínimo deveria ter sido, em fevereiro, de: R$ 4.476,06, em Dois Vizinhos, R$ 4.746,32, em Francisco Beltrão e R$ 4.354,24, em Pato Branco.

Com base na cesta básica mais cara do país que, em fevereiro, foi a de São Paulo, R$ 715,65, e considerando a determinação constitucional, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, deveria corresponder a 6.012,18 ou seja, 4,96 vezes o piso em vigor (R$ 1.212,00).

Comparando o valor da cesta de fevereiro de 2022 com o mesmo mês de 2021 constata-se um aumento de 17,18%, em Dois Vizinhos; de 13,21%, em Francisco Beltrão; e de 14,40%, em Pato Branco.

Maiores detalhamentos estão postos na tabela 02 que segue.

Tabela 02 – Valor cesta básica individual e familiar, porcentagem do salário mínimo líquido para aquisição individual, salário mínimo necessário e tempo de trabalho necessário para aquisição individual – fevereiro/2022

Localidades

fevereiro de 2022

Cesta básica individual (R$)

% do salário mínimo líq. para aquisição da cesta individual

Custo da cesta básica

familiar (R$)

Sal. mínimo líq. menos cesta básica familiar (R$)

Salário mínimo necessário (R$)

Tempo de trabalho (horas)

Dois Vizinhos

532,80

52,36

1.598,40

-580,90

4.476,06

96h42m

Francisco Beltrão

564,97

55,53

1.694,91

-677,41

4.746,32

102h33m

Pato Branco

518,30

50,94

1.554,90

-537,40

4.354,24

94h05m

Curitiba

652,90

64,17

1.958,70

-941,20

5.485,02

118h31m

Florianópolis

707,56

69,54

2.122,68

-1.105,18

5.944,22

128h26m

Porto Alegre

695,91

68,39

2.087,73

-1.070,23

5.846,35

126h19m

São Paulo

715,65

70,33

2.146,95

-1.129,45

6.012,18

129h54m

Fonte: Base de Dados Equipe Pesquisadora (Grupo de Pesquisa Economia, Agricultura e Desenvolvimento – GPEAD/UNIOESTE e Colaboradores) e DIEESE.

A jornada de trabalho necessária para adquirir a cesta básica é normalmente proporcional às variações do valor mensal desta, ou seja, quando aumenta o valor da cesta aumenta a quantidade de horas necessárias de trabalho para adquiri-la. Em fevereiro de 2022, o tempo médio necessário para adquirir a cesta básica individual foi de 96h e 42m, em Dois Vizinhos; de 102h e 33m, em Francisco Beltrão e de 94h e 05m, em Pato Branco. Quando se compara o custo da cesta individual e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), o trabalhador de Dois Vizinhos, Francisco Beltrão e Pato Branco, remunerado pelo piso nacional, comprometeu com a aquisição da cesta básica individual 52,36%, 55,53%, e 50,94% da sua renda, respectivamente.

Análise da variação dos preços

Os produtos da cesta básica de alimentação cujos preços médios aumentaram na maioria das capitais pesquisadas pelo Dieese foram: o café em pó, o feijão, o óleo de soja, a batata e a carne bovina. Nas cidades pesquisadas pelo GPEAD, as altas mais expressivas seguiram a mesma tendência verificada pelo Dieese.

Em fevereiro, o preço médio do feijão aumentou nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. O feijão tipo preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, apresentou taxas entre 1,20%, em Vitória, e 7,25%, no Rio de Janeiro. Nas cidades pesquisadas do Sudoeste do Paraná, o preço médio feijão preto aumentou em Francisco Beltrão (3,19%), Pato Branco (0,08%) e em Dois Vizinhos (1,97%). A maior procura nos centros consumidores elevou as cotações do feijão preto. Em relação ao feijão carioquinha ocorre uma redução da oferta do grão, conforme destaca o Dieese.

O preço médio do café em pó sofreu alta em 16 das 17 capitais pesquisadas. As altas mais importantes aconteceram em Goiânia (7,77%), Vitória (5,38%), Aracaju (5,02%) e Brasília (4,99%). Nas cidades do Sudoeste do Paraná pesquisadas, a elevação de preço ocorreu em Dois Vizinhos (3,51%) e Pato Branco (0,45%). Em Francisco Beltrão, o preço do café apresentou redução de (-1,04%). Para o Dieese, a “preocupação com a queda do volume produzido na safra atual está causando impactos no preço do café nos mercados futuros, com reflexos também no varejo”.

O preço médio do óleo de soja subiu em 15 capitais pesquisadas. As variações positivas oscilaram entre 0,11%, em Brasília, e 2,98%, em Curitiba. As reduções foram constatadas em Fortaleza (-0,86%) e João Pessoa (-0,42%). Nas cidades pesquisadas pelo GPEAD, o aumento de preços foi observado em Dois Vizinhos (2,13%) e Pato Branco (1,07%), por outro lado, em Francisco Beltrão, houve redução de preço (-0,90%). Segundo o Dieese, “há um aumento da demanda externa por óleo de soja, devido à redução da produção de óleo de girassol na Ucrânia e de óleo de palma na Indonésia, o que explica os preços elevados no mercado externo e também no varejo”.

O preço médio do quilo da batata apresentou variação de alta nas 10 capitais do centro sul, onde esse produto é pesquisado. Conforme o Dieese, as maiores altas foram registradas em Campo Grande (48,40%), Vitória (36,47%), Brasília (31,77%), Goiânia (31,69%) e Curitiba (30,08%). A redução da oferta do tubérculo, em razão das chuvas de janeiro, contribuiu para o aumento dos preços ao consumidor.

O preço médio do quilo da carne bovina de primeira teve aumento de preço em 14 capitais. Os principais aumentos ocorreram em Aracaju (4,75%), Brasília (3,69%), Salvador (3,37%). As retrações de preço foram em Recife (-3,84%), Vitória (-1,43%) e São Paulo (-0,58%). Nas cidades pesquisadas do Sudoeste do Paraná o aumento ocorreu em Francisco Beltrão (3,88%) e Pato Branco (0,24%). Em contraste, em Dois Vizinhos ocorreu uma redução de (-1,60%). Para o Dieese, “os altos patamares de preço da carne bovina continuam sustentados pela aquecida demanda internacional e pela baixa disponibilidade de animais para abate. Entretanto, o mercado interno permaneceu com vendas enfraquecidas, o que limitou a alta dos preços”.

A farinha de trigo e o leite também apresentaram comportamento de alta nas cidades pesquisadas no Sudoeste do Paraná. O preço do litro do leite após um período de retração nos preços apresentou alta de (4,30%) em Dois Vizinhos; (10,75%) em Francisco Beltrão e (6,29%) em Pato Branco, que está relacionada a uma menor oferta do produto.

O preço médio da farinha de trigo apresentou alta nas três localidades Dois Vizinhos (9,39%), Francisco Beltrão (3,71%) e Pato Branco (13,41%). 

A variação percentual nos preços médios da cesta básica em fevereiro de 2022 pode ser observada na tabela 01 e no gráfico 01.

 

Com informações do GPEAD

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