O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, fechou 2021 em dois dígitos, 10,06%, maior nível desde 2015. Esse resultado ficou muito acima da meta estabelecida pelo Banco Central, que era, para o ano passado, de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual tanto para mais ou para menos.
No mês de dezembro a inflação foi de 0,73%, abaixo da taxa de 0,95% registrada em novembro. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e se referem às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos.
A inflação de 2021 foi influenciada principalmente pelo valor do combustível, influenciado diretamente nos transportes. Além disso, a inflação do ano passado também foi puxada pelo grupo habitação (13,05%). De acordo com o IBGE, a alta foi influenciada pelo aumento da energia elétrica (21,21%).
Outro vilão foi o valor do botijão de gás que teve um aumento acumulado de 36,99% no ano e subiu todos os meses de 2021 e teve o segundo maior impacto no grupo.
Outro item que pesou na mesa dos brasileiros foi a alta de 7,94% nos preços de alimentos e bebidas. O resultado, no entanto, é menor que o registrado em 2020 (14,09%). O café moído subiu 50,24% e o açúcar refinado teve alta de 47,87%.
Portal de Beltrão com informações do IBGE