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Policiais Civis promovem ato em defesa de direitos e de valorização

A paralisação também é uma forma de protesto contra a aprovação da PEC 186 que prevê, entre outras medidas, congelamento salarial de 15 anos e impedimento de reforço de pessoal

Policiais Civis promovem ato em defesa de direitos e de valorização
Foto: Rafael Modanese/ Grupo Tri

A Policia Civil promoveu uma manifestação nacional para a tarde desta segunda-feira (22). Em Santa Catarina, o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC), foi um dos principais organizadores da manifestação que teve início às 15h e se estendeu até às 16h. Um dos principais motivos da ação é o que chamam de descaso com a importância da instituição durante a pandemia de Covid-19.

"Os Policiais Brasileiros são obrigados a continuarem no enfrentamento da criminalidade, na linha de frente do combate à propagação da Covid-19, porém não têm prioridade na vacinação", reforçou o sindicato em divulgação da manifestação.

Com uma hora de duração, a paralisação também contou com o apoio da Associação dos Agentes de Polícia Civil do Estado de Santa Catarina (Agepol-SC). No horário, os agentes ficaram em frente a cada unidade policial em forma de protesto. O mesmo ato foi registrado em São Miguel do Oeste. 

Segundo Elmar Schmitt Osório, presidente do Sinpol, cerca de 20% dos agentes da instituição estão com Covid-19. Para Elmar, este número representa como os agentes estão em perigo e na linha de frente do vírus. O presidente também comentou que as atividades da Policia Civil não pararam desde o início da pandemia e que suas reivindicações são para que "pelo menos tenham prioridade na fila da vacinação".

A manifestação não pretende prejudicar a população, por isso, todos os serviços essenciais continuaram em funcionamento nas delegacias, durante o ato. 

A paralisação também é uma forma de protesto contra a aprovação da PEC 186 que prevê, entre outras medidas, congelamento salarial de 15 anos e impedimento de reforço de pessoal. De acordo com a presidente da Agepol, Associação dos Agentes de Polícia Civil de Santa Catarina, Miriam Lago, os profissionais da segurança pública estão na linha de frente da pandemia de Covid-19 e não podem ficar desamparados, perdendo direitos arduamente conquistados.

"Aqui no Estado já estamos há sete anos sem nem mesmo o reajuste da inflação, nossa perda salarial já chega próximo aos 40%. Fora a questão salarial, essa PEC inviabiliza a instituição na medida em que prevê que ao longo de 15 anos não poderemos fazer reposição de pessoal. Já estamos trabalhando no limite, com apenas 50% do efetivo ideal e com muitos profissionais afastados por Covid e outras doenças".

A presidente ainda destaca que no Estado, os policiais civis tiveram suas atividades ampliadas, pois passaram a ter também competência de polícia sanitária para fins de fiscalização da Covid19.

"Estamos na linha de frente, queremos reconhecimento e este vem com a preservação dos nossos diretos enquanto profissionais de categoria diferenciada".

O protesto foi uma decisão tomada pela União dos Policiais do Brasil (UPB) e deve ocorrer com outras forças policiais em todo o território nacional. Fazem parte da UPB policias civis, peritos, agentes da Polícia Federal, policiais rodoviários federais entre outras carreiras.

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