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Sem comemorações devido a pandemia, conheça um pouco da história da maior festa popular do Brasil

O Portal de Beltrão aproveita para contar a história do feriado da folia

Sem comemorações devido a pandemia, conheça um pouco da história da maior festa popular do Brasil

O carnaval é a maior festa popular do Brasil, com grande repercussão mundial, onde além dos brasileiros, milhares de turistas visitam o país, nesta data, para as comemorações. Porém, no ano de 2021 será diferente, com as festas proibidas devido a aglomeração de pessoas, e o cancelamento dos feriados, pela primeira vez o Carnaval foi cancelado. O Portal de Beltrão aproveita para contar a história do feriado da folia.

Ao contrário do que muitos dizem, o Carnaval é uma festa tradicionalmente ligada ao catolicismo, pois suas festividades antecedem a quaresma. Sua origem é muito antiga vindo dos povos babilônicos, mesopotâmicos, gregos e romanos.

O que podemos comparar do atual carnaval com os que aconteciam nessas antigas civilizações são alguns ritos e algumas atitudes semelhantes que ocorriam em ambas festividades. Atualmente ela é fortemente ligada com o jejum quaresmal da religião católica.

Duas festividades possivelmente originaram o Carnaval. Na Babilônia, as Sacéias, festa onde um prisioneiro assumia o papel do rei por alguns dias, se vestindo como ele, se alimentando e também dormindo com suas esposas, porém ao final do rito, o prisioneiro que se apoderou do papel do rei era chicoteado e depois enforcado, ou até mesmo empalado.

Já na Mesopotâmia, existia um ritual que era realizado no período próximo ao equinócio da primavera. O ritual acontecia no tempo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e apanhava em frente à estátua do deus pagão. Após a humilhação o rei assumia o trono novamente. O intuito era mostrar a submissão do rei à divindade.

O ponto em comum dessas duas festividades são o caráter de subversão de papéis sociais. Na Babilônia um prisioneiro se tornava rei, e na Mesopotâmia o rei era humilhado em frente ao seu deus. Nas festividades carnavalescas atuais, é comum ver muitos homens se fantasiando de mulher, reproduzindo tradição festiva da Mesopotâmia.

Em Roma, as festas de Saturnália e Lupercália, aconteciam nos meses de dezembro e fevereiro, respectivamente, esses meses eram os das divindades infernais, mas também os da purificação. Essas festas duravam dias, e tinham comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais eram invertidos por certo período de tempo. Os senhores assumiam o papel do escravizado, e vice-versa.

A igreja e o Carnaval

As festas de carnaval eram consideras práticas pagãs entre a cúpula da igreja, porém essa era extremamente popular, angariando vários adeptos nos dias de festas.

Com a igreja cada vez mais forte na Idade Média, a conduta das pessoas se entregar aos prazeres mundanos, não era bem vista, pois de acordo com o pensamento cristão, a inversão de papeis de cada um na sociedade, também significava a inversão de adoração de Deus ao Demônio.

Sendo assim a igreja procurou outro significado mais cristão para tal prática, criando durante a Alta Idade Média, a Quaresma, período de 40 dias que antecipariam a Páscoa e era caracterizada pelo jejum. O intuito é o de preparação espiritual de cada um para a ressureição de Cristo.

Desta maneira, era permitido que as pessoas cometessem seus excessos, antes do período de severidade religiosa.

A evolução do Carnaval na Europa medieval e moderna

Por volta do século XI, o carnaval era comemorado no período fértil da agricultura, fato curioso é que os homens continuaram se fantasiando de mulher, mesmo após a queda da civilização mesopotâmica e babilônica. Fantasiados eles adentravam na casa das pessoas com o consentimento das mesmas, ali ingeriam bebidas alcoólicas, se empanturravam de comida e também praticavam os atos libidinosos que foram herdados da civilização grega.

o Renascimento em voga algumas inovações vieram. Durante esse período foram criados os teatros improvisados, canções, desfiles e os carros decorados. Fato curioso é que isso reflete muito o que acontece nos sambódromos brasileiros.

lógica que regia essas festas sempre foi o de inversão dos papéis sociais, sendo assim qualquer restrição que a pessoa tinha em sua vida era abolida nesse período, porém devemos lembrar que sempre houve embates entre as festividades populares e a Igreja.

Brasil e o Carnaval

A primeira referência dessa festa no Brasil aconteceu no período colonial. O entrudo era uma brincadeira de origem portuguesa e era praticada pelos escravizados. Nela as pessoas saiam as ruas sujando uma as outras. No ano de 1841 essa prática foi proibida, porém a mesma perdurou até o século XX.

Com o passar dos anos as festividades foram tomando outra roupagem, sendo assim surgiram os ranchos e cordões, as escolas de samba, as festas de salão, maracatus, afoxés, frevos, os corsos, sambas e diversos gêneros musicais. Esses foram incorporados no carnaval brasileiro.

Atualmente o Carnaval é uma das maiores manifestações culturais do nosso país, claro que não é praticada em todo território de maneira igual, pois somos uma sociedade muito miscigenada, porém de uma forma ou outra todo brasileiro aproveita desse dia para festejar.

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