Cinco estudantes brasileiros vão representar o país na 19ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), que será realizada em Hanói, no Vietnã. A competição começa na sexta-feira (25) e reúne equipes de diferentes partes do mundo.
A equipe brasileira é formada por Biatriz Silva, de 17 anos; Jailson Henrique Godeiro Neto, de 17; Arthur Alencar Spuri, de 16; Isaac Victor de Araújo Santos, de 16; e Eyke Cardoso de Souza Torres, de 17 anos.
Quatro estudantes são de Fortaleza, no Ceará, e um é de Ourilândia do Norte, no Pará.
Seleção dos representantes
A escolha da equipe brasileira começou na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Para concorrer às vagas nas competições internacionais, estudantes do ensino médio precisam obter nota igual ou superior a 7 na OBA do ano anterior. Para alunos do 9º ano do ensino fundamental, a exigência é de nota mínima 9.
Os classificados passam por três provas on-line de nível avançado. Depois dessa etapa, 45 estudantes são selecionados para treinamentos intensivos e avaliações presenciais.
Ao final do processo, são definidos os cinco integrantes da equipe brasileira. Cerca de 300 estudantes de todo o país participaram das etapas de seleção.
Quatro provas no Vietnã
Durante a competição internacional, os brasileiros participarão de quatro provas, envolvendo conhecimentos teóricos, análise de dados, observação com telescópio e atividades em planetário.
Ao todo, a IOAA reúne 67 equipes de diferentes regiões do mundo, permitindo também o intercâmbio entre estudantes interessados em astronomia e astrofísica.
Experiência internacional
Para os estudantes, além da competição acadêmica, a viagem representa uma oportunidade de conhecer jovens de outros países e trocar experiências.
Entre os integrantes está Biatriz Silva, de Fortaleza. A estudante conquistou medalha de ouro na OBA em 2023, quando ainda estudava em uma escola pública. O resultado contribuiu para que recebesse uma bolsa de estudos em uma instituição com preparação voltada ao ingresso no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
A estudante pretende cursar engenharia e considera seguir carreira na área aeroespacial.
Já Eyke Torres destacou a importância da trajetória até a equipe brasileira e considera a experiência no Vietnã algo que levará para a vida.
Fonte: Agência Brasil
