APolícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) concluíram a coleta de perfis genéticos de todos os 1.890 detentos custodiados na Penitenciária Central do Estado - Unidade de Segurança (PCE-US), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.
Com o encerramento desta etapa, a unidade se tornou a primeira do Paraná a alcançar autonomia total para realizar o procedimento de coleta genética, conforme determina a legislação vigente.
Segundo a chefe da Divisão de Saúde da Polícia Penal, Viviane Cristina Serpa, o mutirão deu continuidade ao trabalho iniciado anteriormente e garantiu que 100% dos custodiados da unidade fossem submetidos à coleta. Ela destacou ainda que as equipes foram capacitadas para executar o procedimento dentro da própria rotina da penitenciária, sem necessidade de apoio externo.
A iniciativa integra um esforço estadual que já contabiliza cerca de 16 mil coletas realizadas no sistema prisional paranaense. O objetivo é ampliar a base de dados do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), ferramenta utilizada para auxiliar investigações criminais, identificar autores de delitos e cruzar vestígios encontrados em cenas de crimes.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta, quanto maior a quantidade de perfis armazenados no banco nacional, maiores são as chances de identificação de suspeitos e de esclarecimento de crimes, inclusive ocorrências antigas.
Outro destaque do projeto foi a capacitação técnica dos policiais penais da unidade. Além de realizarem as coletas, os servidores foram treinados para atuar de forma autônoma e repassar o conhecimento para profissionais de outras regiões do Estado.
Para o diretor da PCE-US, Olival Monteiro, a conquista representa um marco para o sistema prisional paranaense, garantindo mais agilidade, precisão e eficiência no processo de coleta e preservação das amostras genéticas.
O Governo do Paraná pretende expandir o modelo para outras unidades penais. A meta é tornar a coleta de material genético um procedimento padrão e obrigatório já no ingresso de pessoas privadas de liberdade no sistema prisional do Estado.
AEN