Um estimulante sexual, que promete ser 100% natural, está ganhando cada vez mais popularidade em Curitiba, especialmente entre os jovens: o ‘melzinho do amor’.
O produto, que virou moda em São Paulo em março deste ano, que está disponível pela internet e até mesmo em lojas físicas da Capital paranaense. No entanto, pode ser muito perigoso para a saúde e conter componentes que não estão descritos na embalagem.
No rótulo do ‘melzinho do amor’, o produto é descrito como feito de mel, própolis, agrião e guaco, ingredientes comuns para tratamento de doenças relacionadas ao sistema respiratório.
O que não está descrito, porém, é que o ‘melzinho’ contém Sildenafil, componente usado em remédios para disfunção erétil, em uma dose equivalente a mais de dois comprimidos do medicamento, o popular ‘Viagra’ ou ‘azulzinho’. Isso foi comprovado através de análises em laboratório, conforme reportagem da Record TV.
O ‘melzinho do amor’ foi encontrado em diversas lojas de Curitiba, com preços em cerca de R$ 20 a R$ 25. O perigo é que a substância Sildenafil pode acarretar em uma “diminuição da pressão arterial que pode ser fatal”, de acordo com a perita farmacêutica Paula Carpes Victório e que pode ser ainda pior quando associada ao consumo de bebidas alcóolicas, que potencializam o efeito do estimulante. Para pessoas com complicações cardíacas, principalmente, o ‘melzinho do amor’ pode trazer diversos problemas.
Um empreendedor de Curitiba, Osvaldo Brasil, contou como foi sua experiência com a substância. “Peguei um dia lá, tomei um sachêzinho, um pacotinho do tal do ‘melzinho’, rapaz, não é que o negócio foi legal?”, afirmou.
Depois que analisou o rótulo e percebeu que não havia nenhuma certificação de órgãos reguladores da saúde, Osvaldo contou que não tomou mais o ‘melzinho’, com receio por não saber o que estava ingerindo e quais os seus riscos.
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