Quase 5% das crianças monitoradas no Paraná pela Pastoral da Criança estão desnutridas ou com desnutrição grave. O alerta vem do trabalho periódico da instituição em comunidades de todo o país.
Todo mês, a pastoral reúne as famílias monitoradas para verificar o nível de nutrição das crianças. O trabalho é delicado para que as informações sejam colhidas corretamente.
Depois de pesar e medir as crianças, os dados vão para o aplicativo da pastoral. Rapidamente a ferramenta indica se a criança está com peso e medida certos para a idade.
Os dados verificados no estado são alarmantes: além das taxas de desnutrição, quase 10% das crianças monitoradas estão mais baixas do que o esperado.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/s/G/isZjAnTK2PTNeTy8uNnw/pastoral1.png)
Famílias são orientadas a como melhorar a alimentação das crianças — Foto: Leonardo Morrone/RPC
O presidente da Pastoral, Nelson Arns, afirma como o "fantasma" da mortalidade infantil, que motivou a criação da organização nos anos 1980, voltou a assombrar o país.
"Se fosse uma criança já preocuparia, mas a gente vê que parou de cair a desnutrição, a questão da altura estagnou, e com a pandemia, com o resultado que a gente está vendo na economia, a situação das famílias está cada vez pior e a gente voltou a ver crianças morrendo por consequência da fome."
Rosilda dos Santos é uma das voluntárias da organização no Paraná. Ela é uma das responsáveis por orientar as famílias a como oferecer às crianças alimentos nutritivos, como frutas e legumes.
"A gente vê a calamidade que as pessoas vivem, as crianças, você vê que eles não têm aquela qualidade de vida. A gente fica triste sabendo que um pai sofre para poder dar o seu pão de cada dia para a família", afirma.
G1