A menina Emily Lamarque de Oliveira, de 11 anos, ficou com uma bala perdida e um pedaço da própria blusa presos dentro do peito depois de ser atingida por um disparo de arma de fogo em Foz do Iguaçu, no oeste. O caso aconteceu na madrugada de domingo (1º), quando a criança e a família celebravam a virada do ano. Ela está bem e se recupera em casa.
A família contou que a bala atingiu o peito de Emily e em vez de perfurar a blusa que ela usava, empurrou a roupa para dentro do peito da menina. O sutiã, entretanto, foi furado - e pelo pequeno buraco que se formou passaram a blusa e a bala.
A roupa e o projétil entraram cerca de 2 centímetros no peito da criança, de acordo com a família.
"Não ouvi barulho de nada, estava tudo normal. Só senti um negócio entrando, foi tipo um soco bem forte que penetrou ali. Quando vi, tinha um buraco. O médico disse que foi um verdadeiro milagre. A minha roupa foi um escudo".
À RPC, Emily e a família mostraram as roupas que a criança usava na hora da virada, quando foi atingida pela bala. É possível ver que a blusa tem uma mancha escura onde o projétil atingiu, mas não há furo.
O pai e a mãe da menina contaram que, segundo os médicos, a roupa serviu como uma espécie de escudo.
A suspeita da polícia é que Emily tenha sido atingida por uma bala perdida.
O disparo
Emily contou que estava filmando os fogos de artifício quando sentiu um impacto no peito. A criança disse que achava que tinha sido atingida por fagulhas dos fogos ou por uma pedra.
A menina lembra que correu até os pais para explicar o que estava acontecendo.
Quando a família percebeu que o ferimento tinha sido causado por uma arma de fogo, levaram Emily até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morumbi, onde o projétil foi removido.
"Aqui [na blusa] ele não furou. Ficou com umas partes pretas aqui, mas ela não furou. Aí esse aqui [sutiã] ele furou. Eu to tentando entender o porquê ainda", disse a criança.
A menina contou que, depois do susto, vai guardar a blusa com carinho, e que o item passou a representar proteção e vitória.
"Foi Deus também que fez eu usar a blusa".
Pais acreditam em milagre
A mãe de Emily, Roseli Américo, lembrou que quando a filha pediu ajuda, não tinha manchas de sangue na roupa e a menina estava calma.
"Eu entrei em desespero quando vi que era um tiro. Ela não estava nervosa, só com medo de doer quando os médicos fossem puxar a roupa. Quando lembro, me dá uma dor no peito de imaginar uma filha ser atingida por um tiro. Começamos um novo ano mesmo com essa vitória", relatou.
O pai contou que acredita que o caso foi um livramento.
“A gente fica assustado, porque de repente você se depara com uma situação dessa, mas Deus foi bom, olhei pra minha filha e sei que tinha algo maior pra acontecer. Fiquei muito preocupado com a situação, mas chegamos na UPA e fomos bem atendidos e creio que Deus tomou todos os caminhos", disse o pai.
Após o caso, a Polícia Militar (PM-PR) foi chamada, e a família registrou Boletim de Ocorrência (B.O.). A Polícia Civil investiga o caso para tentar localizar o autor do disparo.
G1PR