No dia 23 de abril, em Bruxelas, Bélgica, a Cresol realizou o seminário “Finanças Inclusivas para o Futuro do Empreendedorismo Familiar: Construindo caminhos práticos para a nova cooperação internacional”. O evento, conduzido em parceria com Trias, BRS e Agricord, reuniu importantes organizações internacionais para destacar a atuação do cooperativismo na inclusão financeira.
Na programação do evento, foi apresentada a trajetória conjunta de Cresol, Trias, BRS e Agricord na inclusão financeira e agricultura familiar. O conselheiro da Cresol Confederação, Adriano Michelon, agradeceu pela parceria e também falou sobre o papel das organizações internacionais na estruturação da Cresol, na realização de projetos e na continuidade das ações voltadas ao desenvolvimento dos cooperados.
“Estivemos reunidos com entidades internacionais que ajudaram a construir a caminhada da Cresol, que tiveram a sensibilidade de acreditar nos frutos desse projeto a longo prazo. E outras entidades que também vieram somando forças durante a trajetória, seja na troca de conhecimentos, na consolidação da gestão e das operações, na busca por recursos, tudo isso foi um diferencial significativo”, comentou Michelon.
Análises e perspectivas
Em outros dois momentos, foram debatidos os cenários do setor e apresentadas as perspectivas para o futuro da colaboração entre as instituições. No painel “Repensando a cooperação por meio das finanças inclusivas”, participaram Bart Casier (Comissão Europeia), Carole Demol (Departamento Geográfico do Ministério de Relações Exteriores, Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento da Bélgica), Guggi Laryea (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola – Fida/ONU) e Pieter Verhelst (Agricord).
Já na discussão sobre “Perspectivas concretas para o futuro da colaboração entre múltiplos atores em financiamento inclusivo no Brasil”, os participantes foram: Jaap van Doorn (Cresol), Katja Vuori (Agricord), Kurt Moors (BRS) e Hector Ballesteros (Trias).
E convidados especiais também fizeram uso da palavra: Franky Depickere (Trias), Ana Luiza Membrive (Embaixada do Brasil na Bélgica), Hannelore Delcour (Cooperação no Ministério de Relações Exteriores, Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento da Bélgica) e Jeroen Douglas (Aliança Cooperativa Internacional).
“Trabalhar com cooperativas de crédito é, nas comunidades, o primeiro passo para construir um ecossistema muito mais amplo. Começa com os agricultores, mas a partir daí o acesso ao crédito desencadeará uma reação em cadeia. Passamos para a alimentação, para o varejo e para a habitação. Essa dinâmica, vista com a Cresol, é um exemplo fantástico”, disse Jeoren Douglas, diretor-executivo da ACI.
Sobre o futuro das parcerias, Adriano Michelon reafirmou a importância da cooperação internacional: “Nós precisamos sempre nos adaptar à realidade do mercado, aos desafios que surgem com o crescimento, e a cooperação internacional nos ajuda a viabilizar a operação junto ao agricultor, a acessar fundos que nos dão uma segurança estrutural muito grande.
E fazer isso mantendo os nossos princípios cooperativistas, mantendo a sensibilidade, porque essa operação com os pequenos e médios produtores transforma vidas e agrega valores a toda a comunidade”.
PP News