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Lori da Silva, o músico apaixonado por acordeom

Ao retornar a Francisco Beltrão Lori tocou por mais um tempo na banda "Mil e Uma Noites" e "Banda A", porém em 2005 decidiu sair e tocar em barzinhos

Lori da Silva, o músico apaixonado por acordeom

Por July Ioris

Lori da Silva nasceu no dia 14 de outubro de 1972 em Pérola do Oeste. Filho de Dalirio e Maria Sales da Silva, casado com Rosane Guedes e pai de Malena Guedes da Silva. Lori é músico acordeonista, tecladista e cantor.

A família de seu Dalírio morava numa comunidade do interior de Pérola do Oeste chamada Coxilha Bonita e vivia da agricultura. Quando Lori tinha 12 anos o irmão Derli resolveu comprar um acordeom. "Naquela época os recursos eram poucos que meu irmão trocou uma junta de bois, ele desejava aprender a tocar e queria que eu também tocasse. Depois da escola eu e ele ficávamos ouvindo as músicas que tocavam no rádio para copiar as letras, depois na torcida para que o locutor a tocasse outra vez, para mim e ele pudéssemos tentar tocar a gaita acompanhado a música. Ensaiamos muito e aprendemos sozinhos, logo ele comprou um violão e montamos uma dupla", conta Lori.

Quando Lori tinha 17 anos seus pais se mudaram para o município de Cotriguaçu no Mato Grosso, o irmão Derli, que era um pouco mais velho ficou em Pérola e Lori começou a tocar e cantar sozinho até ser descoberto por uma dupla de Juína MT. "Eles foram para a cidade que eu morava tocar num comício de um político e eu cantei uma música com eles, Juarez e Gilmar, esta era a dupla, imediatamente fui convidado para acompanhá-los até o final da campanha. Um deles tocava guitarra e outro contrabaixo, eu fui tocar gaita e fazer vocal, fiquei em Juína três meses e depois da campanha retornei para Cotriguaçu", lembra o músico.

Logo depois ele foi convidado para fazer parte de uma banda dos primos em Santa Terezinha de Itaipu, foi então que Lori começou a tocar teclado e permaneceu na banda que tocava bailões durante três anos. Com 20 anos de idade o acordeonista se mudou para Pato Branco e foi tocar com a banda de música gaúcha "Mensagem Gaúcha". Num baile conheceu Rosane, começaram a namorar e decidiram se casar, se mudar para Francisco Beltrão onde morava a família da moça. Em Beltrão Lori entrou no Grupo Estância, desta vez tocando Gaita, teclado e fazendo vocal. Permaneceu cerca de oito anos e fazia apresentações em toda região.

Lori foi ficando cada vez mais conhecido e surgiu o convite para tocar na banda "Mil e Uma Noites" que era especialista em Festivais, além de tocar bailes sociais e de formaturas. "O músico de festivais aprende a tocar todos os estilos, ele precisa ser ágil e acaba tendo um repertório vasto para acompanhar os competidores, é uma grande escola para qualquer músico. Conheci muitas pessoas fiz amigos e recebi convites para trabalhar em outras bandas. Acabei me mudando para Horizontina no Rio Grande do Sul, para fazer parte da banda de baile Hawai, neste tempo toquei com grandes músicos e fiz muitos amigos, na banda Hawai eu tocava apenas teclado e fazia vocal, não tocava gaita, foram dois anos e tocávamos em média 20 bailes por mês", enfatiza Lori.

Ao retornar a Francisco Beltrão Lori tocou por mais um tempo na banda "Mil e Uma Noites" e "Banda A", porém em 2005 decidiu sair e tocar em barzinhos. Ele juntou um dinheiro e comprou equipamentos e foi tocar ao lado de Arilson Antunes de Lara. A dupla se apresentava em vários bares e restaurantes, faziam casamentos e a primeira apresentação foi no Belisco que era de propriedade de Ito de Lara irmão de Arilson. Dois anos mais tarde foi convidado por Cleudenir Daros a montar um trio, ele aceitou o convite e assim surgiu Musical Sintonia Do Som.

Depois de um tempo Cleudenir Daros pediu para Lori ajudar montar uma banda, pois ele conhecia muitos músicos. Ele ficou dois anos e retornou ao trio Sintonia do Som que era composto por Lori, Arilson e Julio Valgoi. Entre as apresentações começaram a tocar matinês da Terceira Idade. Lori já trabalha em matinês dos Idosos há sete anos. 

Lori aprendeu a tocar gaita, cantar e tocar violão na infância apenas de ouvir as músicas, depois que deixou de tocar com o irmão Derli, Lori não tocou mais violão. Mais tarde aprendeu teclado e foi se aperfeiçoar no acordeom fazendo aulas com Antônio Araí para prender as escalas musicais. Atualmente Lori está estudando para trabalhar com estúdio de gravação. Sempre foi um músico dedicado e mesmo recebendo elogios de colegas músicos nunca deixou de ser uma pessoa simples e ter humildade. "Eu sempre fui músico e nunca pensei em fazer outra coisa da vida, acredito que nasci com este dom. Sempre fui muito tímido, nunca tive condições de ter instrumentos de última geração, mas dei o melhor em todas as bandas que passei, procurei ajudar e ensinar o que eu sabia para os colegas. Sou muito simples e quando estava na Banda Hawai me pediram um autógrafo e eu não fazia idéia de como faria", ri o músico. 

Lori conta que passou por muitas dificuldades durante todos estes anos de carreira, pois viver de música muitas vezes é bem difícil, mas ele jamais pensou em desistir, o amor pela profissão deu suporte e forças para continuar. "Essa pandemia deixou muitos artistas sem trabalho, sabemos como tem sido difícil e tentei me reinventar, desta forma estou estudando muito para aprender a trabalhar com estúdio de gravação que é bem diferente do que eu imaginava, mas continua sendo na área da música que é o que eu amo", finaliza Lori.

 

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