A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população sobre o golpe do falso advogado, modalidade de fraude em que criminosos se passam por profissionais da advocacia para solicitar transferências bancárias e pagamentos indevidos.
O golpe geralmente começa com uma mensagem informando que a vítima venceu um processo judicial e tem dinheiro a receber. Para liberar os supostos valores, os criminosos exigem pagamentos antecipados, alegando que são taxas, impostos ou despesas processuais.
Segundo a PCPR, os golpistas utilizam nomes, fotografias e informações verdadeiras de advogados e escritórios de advocacia. Em algumas situações, também apresentam dados reais de processos judiciais para dar credibilidade à abordagem.
Como identificar o golpe?
A Polícia Civil orienta que a população desconfie de pedidos de transferências para contas desconhecidas, principalmente quando há promessas de liberação imediata de valores judiciais.
Outro sinal de alerta são mensagens que exigem pagamentos urgentes, estabelecem prazos curtos ou ameaçam a perda do dinheiro caso a transferência não seja realizada.
O delegado da PCPR, Fernando Garbelini, recomenda que qualquer informação seja confirmada diretamente com o advogado responsável pelo processo.
A orientação é ligar ou comparecer pessoalmente ao escritório, utilizando contatos oficiais já conhecidos, sem confiar exclusivamente no número que enviou a mensagem suspeita.
A corporação também recomenda conferir os dados do destinatário antes de realizar transferências e nunca compartilhar senhas, documentos ou códigos de verificação com desconhecidos.
Caiu no golpe? Saiba o que fazer
Quem realizou alguma transferência deve entrar imediatamente em contato com o banco para comunicar a fraude.
No caso de pagamentos via Pix, a vítima pode solicitar a análise da transação pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Também é importante registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, pela internet, no site oficial da PCPR, ou presencialmente em uma delegacia.
Comprovantes de transferências, capturas de tela das conversas, números de telefone e documentos enviados pelos suspeitos devem ser preservados para auxiliar nas investigações.
A Polícia Civil reforça: antes de realizar qualquer pagamento solicitado por mensagem, confirme diretamente com o advogado responsável pelo processo.
