O abrigo temporário montado pela Prefeitura de Francisco Beltrão para atender famílias atingidas pelas fortes chuvas continua em funcionamento. Nesta sexta-feira (30), três famílias, totalizando aproximadamente 15 pessoas, permanecem acolhidas no Centro Comunitário Luiz Hellmann. As famílias ainda não têm condições de retornar às suas residências porque moram em áreas com risco de deslizamento de terra.
Cerca de 20 profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social estão envolvidos diariamente no funcionamento do abrigo, oferecendo acolhimento e garantindo a alimentação das famílias, com cinco refeições por dia, além de assistência durante todo o período de permanência. Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Felipe Guerios, o acolhimento será mantido enquanto houver necessidade e as condições de segurança não permitirem o retorno das famílias. O município também está avaliando alternativas para oferecer moradia segura às pessoas que tiveram as residências comprometidas ou estão em áreas de risco. “Estamos com o abrigo aberto, realizando o atendimento, porque essas famílias não conseguem retornar para casa. O município está estudando, junto com a prefeita em exercício, as melhores alternativas para que elas possam voltar às suas residências com segurança ou ser encaminhadas para outro local”, explica Felipe.
O secretário destaca ainda que a estrutura permanece preparada para receber novas famílias, caso seja necessário. A previsão de novas chuvas nos próximos dias reforça a necessidade de manter o atendimento. “Enquanto essa situação climática e as condições de risco permanecerem, o abrigo não será encerrado. Ele continuará funcionando enquanto as pessoas precisarem”, afirma.
Defesa Civil monitora áreas de risco
Além do atendimento às famílias acolhidas, a Defesa Civil mantém o monitoramento de aproximadamente 19 áreas com risco de deslizamento no município, já cadastradas no sistema do Governo do Estado. De acordo com o coordenador municipal da Defesa Civil, Valdeci Priester, entre os pontos que mais preocupam estão o Morro da Abadia e o Alto São Francisco. No Morro da Abadia, algumas famílias ainda resistem à orientação de deixar suas residências, mesmo diante do risco identificado pelas equipes técnicas.
No Alto São Francisco, são 38 famílias que vivem em área de atenção. Parte delas já deixou as casas por iniciativa própria e buscou acolhimento no abrigo temporário. A Defesa Civil e a Assistência Social estão em contato com os moradores para orientar sobre os riscos e buscar alternativas de proteção. “Estamos conversando com essas famílias e tentando encontrar alternativas para ajudá-las. É uma situação que exige atenção rigorosa, principalmente diante da previsão de mais chuva para os próximos dias”, ressalta Valdeci. O coordenador também informa que o município está elaborando um levantamento dos prejuízos provocados pelas chuvas. Um relatório preliminar já foi produzido e depende de informações das secretarias municipais, que estão realizando vistorias em campo para identificar os danos e estimar os custos de recuperação.
Previsão exige atenção para deslizamentos
Conforme dados do setor de Meteorologia e Estatística da Defesa Civil, apresentados por Marcelo Da Correggio, a previsão indica um fim de semana com garoa e volumes de chuva de aproximadamente 15 milímetros na segunda-feira (2) e 16 milímetros na terça-feira (3) de novembro. Para quarta-feira (4), a projeção é de aproximadamente 60 milímetros. Segundo Marcelo, a sequência de dias chuvosos pode deixar o solo ainda mais saturado, reduzindo sua capacidade de absorver novos volumes de água e aumentando o risco de movimentação de terra. “Não é chuva suficiente para motivar alagamento, porém, com o solo saturado de segunda e terça-feira, os 60 milímetros na quarta podem fazer com que a água não seja absorvida pelo solo e provocar problemas nas áreas que já estão catalogadas como de risco para deslizamento”, explica.
Diante desse cenário, a Defesa Civil reforça o pedido para que moradores de áreas de risco se afastem das construções e habitações ameaçadas. “A gente pede que a população que está nessas áreas, por favor, se afaste da construção, se afaste das habitações para evitar problemas maiores”, alerta Marcelo.
Atendimento e orientações
O município reforça que famílias que estejam em locais sujeitos a alagamentos ou deslizamentos devem ficar atentas aos alertas e às orientações da Defesa Civil. Quem precisar sair de casa poderá contar com o acolhimento oferecido no Centro Comunitário Luiz Hellmann, na Rua Pedro Silva, 144, bairro São Miguel. Em caso de emergência, os moradores também podem acionar a Defesa Civil pelo telefone 199, o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou enviar mensagem pelo WhatsApp da Defesa Civil, no número (46) 99133-5169.
Ascom