Um médico clínico geral foi condenado a 37 anos e 11 meses de prisão em regime fechado por crimes sexuais contra pacientes em Catanduvas, no Meio-Oeste catarinense. A sentença também determinou a perda do cargo público ocupado por ele e o pagamento de indenizações por danos morais às vítimas.
Conforme nota divulgada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) nesta segunda-feira, dia 26, a investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia da comarca de Catanduvas. O trabalho reuniu análise de prontuários médicos, laudos periciais e depoimentos para apurar os crimes.
Segundo a Polícia Civil, o médico se aproveitava da função pública e da confiança estabelecida na relação entre profissional e paciente para praticar atos libidinosos, simulando procedimentos clínicos.
Indenização às vítimas
Na ação penal, a Justiça acolheu integralmente a tese da acusação e condenou o réu a 37 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado. A sentença estabeleceu indenização de R$ 20 mil por danos morais para cada uma das dez vítimas, totalizando R$ 200 mil.
A decisão também determinou a perda do cargo público e manteve a prisão preventiva do condenado, negando o direito de recorrer em liberdade.
A identidade das vítimas foi preservada em respeito ao segredo de justiça e às medidas de proteção previstas na legislação.
