O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar nesta quarta-feira, 30 de setembro, os chamados “vazamentos seletivos” de informações de investigações em andamento na Corte.
Durante a abertura da sessão do STF, Mendes fez um discurso em homenagem ao primeiro ano de Edson Fachin na presidência do tribunal. Ao lembrar que Fachin foi relator de processos relacionados à Operação Lava Jato, o ministro afirmou que, naquele período, não houve vazamentos seletivos nos gabinetes nem atos que, segundo sua avaliação, indicassem uso político-eleitoral das investigações.
Mendes também fez referência ao caso Master, que envolve investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em declarações anteriores, o ministro havia criticado a divulgação de informações da investigação e defendido que todos os ministros e magistrados citados no material fossem identificados.
Na sessão desta quarta-feira, ao elogiar Fachin, Mendes afirmou que os dois tiveram divergências em questões jurídicas, mas destacou que essas diferenças não impediram a atuação conjunta em defesa da independência judicial.
O caso Master provocou recentes discussões internas no STF. Após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de supostas conversas envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, o presidente da Corte, Edson Fachin, passou a concentrar medidas urgentes relacionadas ao caso e solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Por Agência Brasil
