Francisco Beltrão registrou 828 notificações de dengue entre janeiro e setembro de 2026, segundo levantamento parcial da Vigilância em Saúde. Desse total, 17 casos foram confirmados e 811 descartados. Entre os confirmados, 16 são autóctones e um importado. Até o momento, o município não registrou internações ou óbitos pela doença. Os dados atualizados foram divulgados na tarde desta sexta-feira (25). O levantamento aponta que o bairro Cristo Rei concentra o maior número de casos, com quatro confirmações, seguido pelo Alvorada e Conjunto Esperança, com três casos cada. Também foram registrados casos nos bairros Padre Ulrico, Industrial, Aeroporto, Centro, Jardim Itália e Antonio de Paiva Cantelmo, além da área rural.
Para o coordenador do setor de Endemias, Álvaro Guancino, a ausência de novos casos nos últimos meses não elimina o risco de transmissão. “O mapa da dengue é uma ferramenta importante para entendermos como a doença está se comportando no município. De junho a setembro, não tivemos novos casos confirmados, mas isso não significa que o risco desapareceu”, destaca Álvaro.
Alerta para calor e chuva
A previsão de períodos mais quentes e chuvosos, associada ao fenômeno El Niño, mantém o alerta das equipes de Endemias. Segundo Guancino, essas condições podem favorecer a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. “A combinação de calor, chuva e recipientes que acumulam água cria condições favoráveis para o desenvolvimento do mosquito. Mas o El Niño não significa automaticamente uma epidemia. É o momento de agir antes que os casos aumentem”, alerta. As equipes de Endemias seguem realizando vistorias e eliminando criadouros. A população também tem papel importante na prevenção. “De cinco a dez minutos por semana já são suficientes para fazer uma vistoria no quintal e dentro de casa. É preciso verificar calhas, caixas d’água, vasos de plantas, cisternas, pneus e qualquer local que possa acumular água”, orienta.
Ascom