O que começou como uma atividade em sala de aula se transformou em um dos maiores projetos de arte e sustentabilidade já desenvolvidos na Escola Municipal Professor Joaquim Modesto da Rosa, em Guaraniaçu, no oeste do Paraná. Com milhares de tampinhas plásticas recicladas, estudantes, professores, famílias e moradores ajudaram a construir um grande mural que passou a representar a identidade da comunidade escolar.
A iniciativa foi idealizada pelo professor de Artes Matheus, de 31 anos, que atua na educação há 13 anos. A proposta inicial era mostrar aos alunos que materiais descartados poderiam ganhar uma nova função por meio da criatividade.
“Eu queria desenvolver com os alunos um mosaico utilizando materiais recicláveis, para mostrar que aquilo que muitas vezes é visto como lixo poderia se transformar em arte”, explica o professor.
Com o envolvimento dos estudantes e o crescimento da ideia, o projeto ganhou novas proporções. O que seria apenas uma atividade pedagógica se transformou na criação de um mural permanente na fachada da escola, com a participação da comunidade na arrecadação das tampinhas e na construção da obra.
Segundo Matheus, um dos principais objetivos foi estimular o protagonismo dos alunos e mostrar que atitudes simples podem gerar grandes resultados.
“Hoje, mais do que um mural, a obra representa o trabalho coletivo, a educação ambiental, o sentimento de pertencimento e o orgulho da comunidade escolar”, afirma.
O painel reúne símbolos que fazem referência à história e à cultura de Guaraniaçu, incluindo elementos da cultura indígena, da agricultura, das araucárias e das crianças. Cada tampinha utilizada carrega também a participação de pessoas que contribuíram para que o projeto saísse do papel.
Mesmo com o mural já chamando a atenção pela dimensão e pelas cores, a obra ainda passa pelas etapas finais de conclusão. A equipe responsável prepara a colagem do logotipo do projeto, o rejuntamento das tampinhas para aumentar a durabilidade, a aplicação de uma resina protetora, a instalação de uma placa informativa e a inauguração oficial.
“Estamos vivendo a reta final, mas ainda há etapas importantes até que o mural esteja completamente concluído”, ressalta o professor.
Mais do que transformar a aparência da escola, o projeto deixa um legado de conscientização e união. A obra mostra que a educação, aliada à criatividade e à participação da comunidade, pode transformar materiais simples em símbolos permanentes de mudança e pertencimento.
Portal de Beltrão, com Misturebas News