Uma colheitadeira SLC 1000, fabricada em 1973, continua preservada e em pleno funcionamento em uma propriedade rural de Palotina, no Oeste do Paraná. Mais do que um equipamento agrícola, a máquina tornou-se um símbolo da história da mecanização no campo e da dedicação das famílias pioneiras que contribuíram para o desenvolvimento da agricultura na região.
O equipamento pertence à produtora rural Marli Carmem Hendges Saatkamp, uma das pioneiras do município. Durante décadas, ela esteve à frente da operação da colheitadeira em uma época em que havia poucas máquinas disponíveis no Oeste paranaense.
Além de atender às lavouras da própria família, a SLC 1000 também era utilizada em propriedades vizinhas, contribuindo para as colheitas da comunidade. Nos períodos de safra, era comum que Marli passasse longas jornadas no campo para aproveitar as condições favoráveis do clima.
A dedicação à atividade rural fez com que ela recebesse o apelido de "Mulher de Botas", reconhecimento dado pelos moradores em razão do trabalho incansável e da presença constante nas lavouras.

Enquanto Marli conduzia a colheitadeira, as demais atividades da propriedade eram divididas entre os familiares. O marido era responsável pelo plantio das lavouras e pelo transporte da produção, retratando o modelo de trabalho familiar que marcou a agricultura paranaense nas décadas passadas.
Passados mais de 50 anos, a SLC 1000 permanece conservada e operacional, representando um importante patrimônio da família. A máquina é um testemunho da evolução tecnológica do agronegócio e uma homenagem às pessoas que ajudaram a transformar o Paraná em uma das maiores potências agrícolas do país.
Mais do que uma relíquia, a colheitadeira mantém viva a memória de uma geração que construiu, com trabalho e perseverança, a história da agricultura brasileira.
Portal de Beltrão, com Folha Agrícola.