Prefeitura de Francisco Beltrão iniciou um trabalho integrado de prevenção e preparação para enfrentar os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño. Nesta terça-feira (2), o prefeito Antonio Pedron reuniu secretários municipais, diretores e representantes da Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil para alinhar estratégias de monitoramento, planejamento e resposta a eventuais ocorrências relacionadas ao clima nos próximos meses.
Durante o encontro, o analista de processos da Coordenação Regional de Proteção e Defesa Civil, bombeiro Fernando Savian, destacou a importância da integração entre o poder público e a comunidade. Segundo ele, além da preparação da estrutura municipal, a participação da população será fundamental para reduzir riscos e minimizar transtornos.
Entre as medidas recomendadas estão a limpeza de calhas, a poda preventiva de árvores e o descarte correto do lixo, evitando a obstrução dos sistemas de drenagem urbana.
O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Valdeci Priester, informou que o município está atualizando o plano de contingência, incorporando novos dados científicos e avaliando resultados para fortalecer as estratégias de adaptação diante de possíveis eventos climáticos extremos.
Para o prefeito Antonio Pedron, a reunião marca o início de uma série de ações preventivas voltadas à preparação do município e à conscientização da população. Ele ressaltou a importância da manutenção do sistema de drenagem urbana e da colaboração dos moradores para evitar transtornos durante períodos de chuvas intensas.
"Não queremos criar alarmismo, mas precisamos estar preparados. Quando falamos em colaboração de todos, a drenagem é um ponto fundamental. A limpeza e a conservação das bocas de lobo ajudam a evitar alagamentos e diversos transtornos. Estamos nos preparando para esse cenário e, evidentemente, torcemos para que não tenhamos nada excepcional em 2026", afirmou o prefeito.
Sobre o El Niño
O El Niño é um fenômeno climático provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico, alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta. No Sul do Brasil, o fenômeno costuma provocar chuvas mais intensas e aumentar o risco de enchentes e deslizamentos.
Para 2026, especialistas apontam a possibilidade de formação de um Super El Niño, cenário que pode intensificar os impactos climáticos e exigir maior atenção das autoridades e da população.
Ascom