De acordo com o Ministério Público, a situação se agravou após um novo relatório da Diretoria de Proteção e Bem-Estar Animal de Concórdia apontar que a tutora estaria dificultando o acesso das equipes técnicas ao apartamento, o que tem impedido a fiscalização e o atendimento veterinário aos animais.
Diante do descumprimento do acordo, a 4ª Promotoria de Justiça de Concórdia solicitou a abertura de um inquérito policial, já recebido pela autoridade competente. O MPSC também informou que pedirá autorização judicial para a entrada das equipes no imóvel, inclusive com ingresso forçado e apoio policial, caso necessário. As ações incluem triagem, atendimento veterinário, castração e encaminhamento dos gatos para adoção.
O caso vem sendo acompanhado desde que uma inspeção sanitária constatou superlotação, acúmulo de animais e condições ambientais inadequadas no local, configurando risco à saúde e ao bem-estar dos felinos.
O TAC firmado em 23 de abril estabelece a retirada gradual dos animais em até seis meses, além de atendimento veterinário para todos os gatos no prazo de 30 dias. O plano prevê ainda castração, microchipagem, tratamento de saúde e encaminhamento para adoção responsável dos animais aptos, com apoio de entidades de proteção animal, clínicas parceiras e do Instituto Federal Catarinense.
O acordo também proíbe expressamente que a tutora volte a acumular animais no imóvel. Segundo o Ministério Público, o caso seguirá sob monitoramento rigoroso, com cobrança judicial do cumprimento das medidas, a fim de assegurar a proteção e o bem-estar dos animais envolvidos.