Mesmo com a queda no número de casos e mortes por dengue no Paraná nos primeiros meses de dois mil e vinte seis, a Secretaria de Estado da Saúde mantém o estado de alerta. A principal preocupação das autoridades sanitárias é a circulação de diferentes variações do vírus, o que exige atenção redobrada da população para evitar um novo aumento da doença.
O vírus da dengue possui quatro sorotipos diferentes. Quando uma pessoa é infectada por um deles, ela fica imune apenas àquela variação específica, podendo contrair a doença outras três vezes ao longo da vida. O perigo aumenta nas chamadas infecções secundárias, que acontecem quando o paciente entra em contato com um sorotipo diferente do primeiro. Nesses casos, o risco de desenvolver formas graves da doença é muito maior, podendo levar a complicações sérias e até ao óbito.
De acordo com o secretário de Saúde, César Neves, o momento de baixa transmissão não significa que o risco acabou. Ele reforça que a limpeza de calhas, a vedação de caixas d"água e o descarte correto do lixo continuam sendo as armas mais eficazes. O monitoramento laboratorial aponta que, embora o sorotipo dois seja o predominante no momento, houve a reintrodução do sorotipo três no estado, o que acende um sinal de alerta para uma população que ainda não possui imunidade contra essa variação.
Os dados climáticos também mostram que a reprodução do mosquito não segue mais apenas as estações do ano, ocorrendo em diversos períodos devido às variações de temperatura. Por isso, a recomendação é que cada cidadão dedique alguns minutos da semana para revisar quintais, eliminar água parada em pratos de vasos e garantir que recipientes como pneus e garrafas estejam protegidos da chuva. O combate à dengue é uma tarefa contínua que depende da vigilância constante de todos.
AEN