A Polícia Penal do Paraná (PPPR) realizou, entre os dias 27 e 29 de abril, uma série de encontros estratégicos com estudantes universitários em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. A iniciativa teve como foco desmistificar a realidade do sistema penitenciário paranaense e fortalecer o diálogo entre a segurança pública e a academia por meio de palestras e rodas de conversa.
As atividades ocorreram na Universidade Paranaense (Unipar) e na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), contando com a participação de especialistas em Psicologia e Serviço Social da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PEFB).
Psicologia e Saúde Mental na Unipar
No curso de Psicologia da Unipar, o psicólogo Nestor Santos de Lucas liderou o debate sobre "Sistema Prisional, Psicologia Social e Políticas Públicas". A discussão focou na atuação multidisciplinar e nos desafios do atendimento em ambientes de confinamento.
Para a professora Jaini Blazius, a presença da Polícia Penal no campus é um "divisor de águas" para os alunos. "O contato com o saber prático profundo permite que os estudantes visualizem como a psicologia atua em contextos de alta complexidade e ética," afirmou a docente.
Serviço Social e o Projeto "Tecendo Vínculos" na Unioeste
Já na Unioeste, o foco recaiu sobre o papel do Serviço Social e os impactos do cárcere na estrutura familiar. Um dos pontos altos foi a apresentação do projeto de extensão "Tecendo Vínculos", uma parceria entre a PPPR e a universidade que busca humanizar o atendimento e dar suporte às famílias dos detentos.
A assistente social Cláudia Kuhn destacou que o encontro permitiu discutir temas sensíveis como a criminalização da pobreza e as reais possibilidades de reintegração social. Segundo a acadêmica Ana Lucia Oliveira, a experiência foi essencial para construir um olhar "mais sensível e comprometido com a realidade social".
Polícia Penal do Paraná