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Policial que matou Marcos Francescon fazia tratamento psiquiátrico e teria arma recolhida pela PC

Segundo a corporação, não há dúvidas quanto à autoria do crime, atribuída a um policial civil posteriormente encontrado morto em seu apartamento

Policial que matou Marcos Francescon fazia tratamento psiquiátrico e teria arma recolhida pela PC
Foto: Gilmar Angelo - Toledo News

A Polícia Civil de Toledo confirmou, em coletiva realizada nesta quarta-feira (1º), novos detalhes sobre o caso que resultou no assassinato de Marcos Francescon, de 60 anos. Segundo a corporação, não há dúvidas quanto à autoria do crime, atribuída a um policial civil posteriormente encontrado morto em seu apartamento.

De acordo com o delegado da 20ª Subdivisão Policial, Alexandre Macorin, a dinâmica dos fatos já foi esclarecida. Conforme explicado, o policial civil Jackson Dal Pra, lotado em Assis Chateaubriand, foi o responsável pelos disparos que mataram a vítima dentro da residência, no Jardim La Salle. Na sequência, ele se deslocou até o próprio apartamento, na região central de Toledo, onde tirou a própria vida com a arma de serviço.

Segundo o delegado, a investigação já conseguiu esclarecer a sequência dos acontecimentos, com base em imagens de câmeras de segurança e no relato da esposa da vítima, que estava na casa no momento do crime. As imagens mostram o veículo do suspeito chegando e saindo do local, reforçando a conclusão sobre a autoria.

Apesar disso, a motivação do crime ainda não foi definida. A Polícia Civil destacou que diversas hipóteses começaram a circular, mas nenhuma delas foi confirmada até o momento. “É muito cedo para falar sobre motivação. Nenhuma dessas teorias tem veracidade comprovada até agora”, afirmou o delegado, ressaltando que a apuração será feita com base em provas técnicas e depoimentos.

Durante a coletiva, também foi informado que o policial suspeito conhecia a vítima, embora ainda não esteja claro qual era o tipo de relação entre eles. A esposa de Marcos relatou que o homem se identificou pelo nome ao chegar e pediu para falar com o morador, sendo atendido normalmente antes dos disparos.

Outro ponto citado durante a coletiva foi o histórico funcional do policial. Segundo o delegado, ele já havia atuado na Polícia Civil em Toledo e, no passado, se envolveu em um episódio de violência dentro da delegacia, o que motivou sua transferência para outra unidade.

A investigação também revelou que, horas antes do crime, o policial havia enviado mensagens e áudios para o delegado de Assis Chateaubriand indicando que não estava bem emocionalmente. A partir disso, houve uma tentativa de localizá-lo e recolher sua arma, mas não houve tempo hábil para impedir a sequência dos fatos.

Sobre o encontro do suspeito, o delegado detalhou que equipes foram até o apartamento após identificarem o veículo no local. Como não houve resposta, a porta foi arrombada, sendo o homem encontrado já sem vida, com ferimento por disparo na cabeça, no interior do imóvel.

A Polícia Civil segue com as investigações, que agora se concentram na análise do celular do suspeito, além da oitiva de familiares, amigos e pessoas próximas, com o objetivo de esclarecer a motivação do crime.

Toledo News

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