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Palmas é destaque em novas tendências na produção de batatas

Município integra projeto piloto para redução de gases de efeito estufa na produção agrícola

Palmas é destaque em novas tendências na produção de batatas
Foto: Divulgação/Agro Soczek

O município de Palmas, Sul do Paraná, novamente ganha destaque nacional a partir da produção de batatas cultivadas com fertilizantes de menor intensidade de carbono. O projeto piloto é desenvolvido pelo produtor Sérgio Soczek, em parceria com a fabricante de fertilizantes Yara e a fabricante de alimentos PepsiCo.

Em reportagem publicada pela revista Forbes, o produtor palmense destaca que destinou 35 hectares para o projeto, aplicando fertilizantes com cerca de 90% de redução de carbono, levando sua produção a uma redução de 40% de emissão de gases de efeito estufa. Ele pontua que agora, os desafios da atividade são “plantar em áreas menores, produzir mais, ter uma rentabilidade melhor, e ainda, com mais sustentabilidade”.

Para as empresas parceiras do projeto, o uso de fertilizantes com menor pegada de carbono entra para o rol de tecnologias para uma agropecuária regenerativa, a qual busca restaurar a saúde do solo, aumentar a biodiversidade e estimular a captura de carbono.

Os integrantes do projeto explicam que a escolha da cultura da batata, se deu porque o alimento é uma das cadeias mais intensivas em tecnologia, insumos e capital no campo brasileiro e, justamente por isso, também uma das mais sensíveis a ganhos de eficiência.

Dados do último relatório do Valor Bruto de Produção (VBP), informam que o município de Palmas registrou quase mais de R$ 94 milhões através da cadeia produtiva da batata, superando 40 mil toneladas colhidas.

Porém, a reportagem destaca que é no custo que está o principal gargalo e também a chave para a transformação. Com despesas que podem chegar a R$ 70 mil por hectare, a batata figura entre as culturas mais caras da agricultura brasileira. É justamente em função desses números da lavoura que se explica a adoção inicial da nova tecnologia, para o produtor paranaense. No campo, a promessa não começa pela redução de emissões, mas pela melhora do resultado econômico. “Você vai utilizar bem menos fertilizante, praticamente reduz à metade”, afirma Soczek. “E tem um incremento na produção e na matéria seca, então tem uma rentabilidade melhor”.

O cultivo de Soczek é 100% em terras arrendadas, pois o tubérculo precisa migrar para uma área nova a cada safra, podendo voltar após três anos. Além do Paraná, ele mantém cultivos em cerca de 500 hectares em Minas Gerais.

Os planos no futuro, com incremento de tecnologias de maior produtividade, substituição de defensivos químicos por biológicos para controle de pragas e doenças, é justamente reduzir as áreas de cultivo e colher ainda mais.

“Hoje produzimos cerca de 30 a 32 toneladas por hectare de batata para a indústria. Queremos chegar de 38 a 40 toneladas por hectare. Já a batata de mesa, que chega ao consumidor, queremos sair de 35 a 40 toneladas por hectare para até 50 toneladas por hectare”, projeta o produtor.

A primeira safra de batata de baixo carbono ainda está em fase de validação e os resultados agronômicos e econômicos devem orientar a expansão do projeto a partir de 2026, com possibilidades de inclusão de outras culturas.

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