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Estudo científico mostra dano cerebral até 18 meses após diagnóstico por Covid-19

Estudo mostra dano cerebral semelhante à outras doenças e traz preocupação para cientistas

Uma pesquisa conduzida por Michael Eriksen Benros, MD, PhD, do Hospital da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, revelou que a cognição cerebral permanece comprometida por pelo menos um ano e meio após uma infecção grave por Covid-19.

Surpreendentemente, o dano cerebral é semelhante ao de pacientes hospitalizados por outras doenças graves, como pneumonia e infarto do miocárdio.

Segundo o estudo, comparados com indivíduos saudáveis, aqueles hospitalizados devido à COVID-19 apresentaram significativamente pior cognição geral a longo prazo, conforme medido pelo estudo.

No entanto, em comparação com pacientes hospitalizados por outras doenças graves, como pneumonia e infarto do miocárdio, as pontuações após 18 meses eram semelhantes, conforme relatado no JAMA Network Open, uma importante revista médica.

O dano cerebral por Covid-19

O Dr. Benros, líder do estudo, destaca que as implicações duradouras da COVID-19 na cognição podem não ser exclusivas ao SARS-CoV-2, mas sim associadas à gravidade global da doença e ao período de hospitalização.

 

Essa descoberta lança luz sobre a complexidade dos efeitos da COVID-19 no funcionamento cognitivo, sugerindo que a compreensão desses impactos vai além da singularidade do vírus, abrangendo também o contexto geral da saúde do paciente durante a hospitalização.

Essas conclusões têm implicações significativas para o entendimento abrangente dos efeitos de longo prazo da COVID-19 na saúde cerebral.

“Nosso estudo mostra que indivíduos com COVID-19 que necessitaram de hospitalização foram mais afetados em sua saúde cerebral em relação a sintomas neurológicos, cognitivos e psiquiátricos do que controles saudáveis”, afirma ele ao MedPage Today (uma revista científica).

Pesquisas prévias revelaram que 10,7% dos pacientes hospitalizados no Brasil após infecção grave pelo SARS-CoV-2 enfrentaram comprometimento de longo prazo persistente por até um ano.

Em Wuhan, sobreviventes da COVID-19 registraram uma incidência de 12,45% de comprometimento cognitivo 12 meses após a infecção. Entretanto, estudos adicionais sugerem que a disfunção neurocognitiva pode ser mais disseminada do que inicialmente previsto.

O recente estudo, envolvendo 120 pacientes hospitalizados por COVID-19 em dois hospitais de Copenhague, revelou que aproximadamente 38% desses pacientes apresentaram escores abaixo de 26 no teste MoCA após 18 meses. Isso indica um desempenho inferior em todos os testes cognitivos em comparação com a população saudável.

Ao abordar diferentes cepas do SARS-CoV-2, com variados níveis de virulência e potencial para efeitos de longo prazo, o estudo ressalta a complexidade da situação. Contudo, limitações, como o uso do SCIP com uma bateria de testes relativamente pequena e a falta de pontuações cognitivas pré-pandêmicas, merecem consideração.

Esses resultados destacam a urgência de estudos clínicos de longo prazo, comparando as consequências da COVID-19 com outras condições médicas graves.

A complexidade dos desafios enfrentados pelas autoridades de saúde na compreensão e gestão dos efeitos de longo prazo da COVID-19 enfatiza a necessidade premente de mais pesquisas nessa área crítica.

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