A Polícia Penal do Paraná realizou, no último sábado (26), uma capacitação para o uso do Taser 10, equipamento de menor potencial ofensivo recentemente incorporado às forças de segurança do Estado. O treinamento foi realizado no Complexo Social, em Francisco Beltrão, e habilitou 10 policiais penais da Regional 7.
A formação foi promovida pela Regional 7 da Polícia Penal do Paraná (PPPR), em parceria com a Escola de Formação e Aperfeiçoamento Penitenciário (Espen). O curso abordou procedimentos técnicos, aspectos jurídicos e protocolos relacionados ao uso progressivo da força.
O Taser 10 é um dispositivo de incapacitação neuromuscular desenvolvido para situações que exigem a contenção de uma pessoa sem o emprego imediato de força letal. O equipamento possui capacidade para até dez dardos, além de sistema de mira a laser e lanterna integrada.
Segundo a Polícia Penal, a tecnologia amplia as alternativas disponíveis aos agentes em ocorrências como agressões, tumultos, situações envolvendo pessoas armadas e outros cenários de crise.
Treinamento prático e simulações
Durante a capacitação, os policiais utilizaram equipamentos específicos para treinamento. Um dos modelos foi empregado em exercícios de empunhadura, visada e manuseio sem disparos. Outro equipamento permitiu a realização de disparos com dardos adaptados para avaliação da precisão, sem emissão de descarga elétrica.
A formação também contou com recursos de realidade virtual. Por meio de óculos imersivos, controladores e tablets, os policiais participaram de simulações de diferentes situações operacionais.
Entre os cenários apresentados estavam motins, abordagens envolvendo pessoas com armas brancas e ocorrências com indivíduos em crise psicológica. Em cada situação, os agentes precisaram avaliar o cenário, aplicar técnicas de negociação e decidir sobre a eventual necessidade de utilização do equipamento.
Parte do treinamento foi dedicada aos aspectos legais e aos princípios de proporcionalidade e uso progressivo da força. Os instrutores também abordaram estratégias de dissuasão, como a apresentação do equipamento, utilização de sinais sonoros e emprego do laser antes de um eventual disparo.
O coordenador da Regional 7 da Polícia Penal, Marcos Andrade, destacou que a incorporação de novas tecnologias precisa ser acompanhada de capacitação contínua dos servidores.
Segundo ele, a qualificação busca ampliar a segurança dos policiais penais e das pessoas sob custódia, além de oferecer novas alternativas para a atuação em situações de maior risco.
Com a conclusão do treinamento, os 10 policiais habilitados passam a integrar o efetivo da Regional 7 capacitado para operar o Taser 10 na região Sudoeste do Paraná.
Ascom