O município de Pato Branco iniciou 2026 com perspectiva de redução nos acidentes de trânsito, conforme levantamento do Departamento Municipal de Trânsito (Depatran) com dados do Bateu (Boletim de Acidente de Trânsito Eletrônico Unificado). O boletim unificado de acidentes de trânsito reúne ocorrências registradas no município e em rodovias estaduais que cortam o território pato-branquense, permitindo acompanhar a evolução dos sinistros e embasar ações de educação e fiscalização.
De acordo com o relatório, em 2025 foram registrados 1.567 acidentes de trânsito em Pato Branco, envolvendo 3.146 pessoas. Desse total, 159 ocorrências tiveram vítimas, enquanto 1.408 foram classificados como acidentes sem vítimas, o que revela a alta frequência de colisões que, embora não resultem em ferimentos, geram prejuízos materiais e impacto na mobilidade urbana.
Ao longo do ano, 183 pessoas ficaram feridas, 2 morreram no local do acidente e outras 2 tiveram óbito posterior em decorrência das lesões, totalizando 4 mortes registradas em vias municipais. Dois óbitos ocorreram em rodovias que cruzam o perímetro urbano, totalizando 6 óbitos.
Os dados ainda indicam que, em 2.927 registros, os envolvidos não apresentaram ferimentos, enquanto em 41 casos essa informação não foi informada no sistema. As estatísticas demonstram que, mesmo com a maioria dos acidentes sem vítimas, o risco de consequências graves persiste, reforçando a necessidade de prudência de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Rodovias que cortam o município
Além do perímetro urbano, o relatório apresenta o quadro de acidentes nas rodovias PRC-280, PR-493, recentemente municipalizada e BR-158, a via Avenida Frei Policarpo, que têm grande fluxo de veículos. Em 2025, a PRC-280 registrou 52 acidentes, com 6 feridos e 2 óbitos. Já na PR-493 foram 44 ocorrências, com 3 feridos e nenhum óbito, enquanto a BR-158 somou 22 acidentes, sem feridos e sem mortes.
Análise ampla
O diretor do Depatran, Rômulo Faggion, destaca que “a análise dos números vai além da contagem de acidentes: permite identificar horários de pico, tipos de ocorrência mais comuns e perfil dos envolvidos, auxiliando na construção de políticas públicas de mobilidade e segurança viária”, conclui ele. A orientação do órgão é para que a população adote uma postura mais responsável no trânsito, respeitando limites de velocidade, faixas de pedestres, sinalização e evitando o uso de celular ao volante.
O Depatran reforça que cada número do boletim representa pessoas, famílias e histórias impactadas. Por isso, o município insiste na mensagem de que trânsito seguro é resultado da soma de fiscalização eficiente, infraestrutura adequada e, principalmente, comportamento responsável de todos os usuários das vias.
Ascom