O papa Leão XIV não vai precisar de tratamento complementar contra o câncer de pulmão.
A informação foi divulgada hoje pelo Vaticano, em comunicado assinado pelo médico pessoal do pontífice, Luigi Carbone, e pelo cirurgião-chefe, Stefano Margaritora.
Segundo os médicos, os exames feitos após a cirurgia confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão, e mostraram que a doença estava localizada - ou seja, não se espalhou. Uma avaliação oncológica concluiu que não é necessário nenhum tratamento adicional.
Leão foi operado no último dia 13, no Hospital Gemelli, em Roma. Na cirurgia, os médicos retiraram o lobo inferior do pulmão direito, onde estava o tumor. O papa recebeu alta quatro dias depois e voltou ao Vaticano.
No domingo, ele fez a primeira aparição pública após a operação, durante a oração do Ângelus, na janela do Palácio Apostólico. Sorridente e com a voz firme, foi aplaudido pela multidão na Praça São Pedro, agradeceu o apoio e disse que retomaria o trabalho de gradualmente.
Hoje, oito dias depois da cirurgia, Leão voltou à praça para a primeira audiência geral desde a operação diante de um público de 30 mil pessoas. Ele percorreu o local de pé no papamóvel, acenando, sorrindo e parando para conversar com peregrinos e abençoar crianças. Ele agradeceu pelas orações e pediu que todos renovassem a confiança na bondade e na misericórdia de Deus.
Leão XIV, primeiro papa nascido americano, que também é naturalizado peruano, assumiu o cargo há pouco mais de um ano.
O papa tem viagem marcada para Uruguai, Argentina e Peru entre 6 e 17 de novembro. Será a primeira visita dele à América do Sul como pontífice e a viagem segue prevista.
CBN
